Teixeira: defesa de Lula avalia novos recursos ao STF

Deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou nesta segunda-feira, 14, que os advogados do ex-presidente e ele estão estudando novas ações no Supremo Tribunal Federal sobre a competência das investigações envolvendo Lula; o deputado classifica como "anomalia" o fato de Lula ser investigado em duas instâncias jurídicas: o Ministério Público Federal e o Ministério Público de São Paulo; Teixeira voltou a defender Lula ministro e disse que "não há dois terços dos parlamentares que queiram o afastamento da presidenta Dilma Rousseff"; "Há uma consciência democrática que nem é às vezes favorável à presidenta Dilma Rousseff, mas que não quer a via do golpe"

SP 247 - O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou nesta segunda-feira, 14, que os advogados do ex-presidente e ele estão estudando novas ações no Supremo Tribunal Federal sobre a competência das investigações envolvendo Lula.

"Estamos estudando ações no Supremo Tribunal Federal para esse debate sobre competência. Estamos estudando um conjunto de ações tendo em vista que hoje há uma delicadeza no sistema democrático brasileiro e precisa ser tratado. Quem tem condições de dizer sobre competências é o Supremo", disse Teixeira após passar mais de duas horas no Instituto Lula. O deputado classifica como "anomalia" o fato de Lula ser investigado em duas instâncias jurídicas: o Ministério Público Federal e o Ministério Público de São Paulo. 

Paulo Teixeira, que é cotado para ser ministro da Justiça no lugar Wellington César, voltou a defender a ida de Lula para o ministério de Dilma, mas disse que a decisão tem que ser tomada entre o ex-presidente e a presidente. "Defendo que ele seja ministro porque ele é uma pessoa que ajuda o cenário político, agrega, ajuda a reunir forças. Mas a discussão tem que ser feita entre ele e a presidenta Dilma Rousseff. Sou da opinião que deva ser ministro como reforço do time."

Questionado a influências das manifestações no processo de impeachment, Teixeira disse que não há razão jurídica para afastar Dilma. "O impeachment requer dois terços dos parlamentares, não há dois terços dos parlamentares que queiram o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. E da mesma forma que teve manifestações nas ruas contrárias, terão manifestações nas ruas favoráveis à presidenta da República. Há uma consciência democrática que nem é às vezes favorável à presidenta Dilma Rousseff, mas que não quer a via do golpe, às vezes há quem são críticos a ela, mas que não querem a via do golpe."

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