Telefônica mantém posicionamento sobre TAC e aguarda decisão da Anatel, diz presidente

Segundo Navarro, a Telefônica mantém a posição em relação ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e considera negociar a redução dos valores envolvidos.

Telefônica mantém posicionamento sobre TAC e aguarda decisão da Anatel, diz presidente
Telefônica mantém posicionamento sobre TAC e aguarda decisão da Anatel, diz presidente

(Reuters) - O presidente da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro, disse nesta quarta-feira que a empresa aguarda o posicionamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) referente ao acordo para converter milhões de reais em multas em investimentos e reforçou que a empresa não desistiu das negociações.

Segundo Navarro, a Telefônica mantém a posição em relação ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e considera negociar a redução dos valores envolvidos.

“Mantemos nossa posição achando que o TAC é um instrumento válido e seria uma pena o país perder essa possibilidade”, disse Navarro em teleconferência com jornalistas. “Falamos em um TAC mais limitado... Não é um novo TAC, dentro do que está sendo discutido, talvez fazer um TAC menos ambicioso em relação às multas.”

No início de março, o conselho diretor da Anatel rejeitou recursos da Telefônica e manteve multas contra a empresa que somam cerca de 370 milhões de reais. Na sequência, a empresa informou que não tinha desistido de negociar o TAC, mas que iria “reavaliar as condições do TAC, em virtude do desequilíbrio causado pela exclusão dos processos julgados” pela agência e da “inviabilidade de se comprometer os investimentos da companhia por mais tempo, à espera de uma aprovação final do acordo”.

Naquele momento, a empresa defendeu a redução dos valores envolvidos no acordo em andamento.

Segundo o executivo, a Anatel realiza nesta quarta-feira uma reunião para discutir o assunto, sem a participação da empresa.

Mais cedo a empresa de telefonia que no Brasil opera sob a marca Vivo divulgou resultados referentes ao primeiro trimestre, com líquido contábil de 1,098 bilhão de reais, alta 10,2 por cento ante o mesmo período de 2017, com aumento da receita e queda dos custos operacionais.

Por Flavia Bohone

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