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Temer toma cargos de deputados de AL, que dizem preferir ‘consciência limpa’

A punição aos deputados alagoanos que não rezaram na cartilha do governo Temer na votação da reforma trabalhista não terá efeito prático; Cícero Almeida, do PMDB, disse que prefere estar de consciência tranquila e ao lado do trabalhador do que votar numa proposta que traz diversas consequências negativas; Givaldo Carimbão (PHS) revelou que foi procurado por dois ministros que lhe fizeram ‘propostas’, mas que não aceitou e não quer relação com o governo; Já o do PDT, Ronaldo Lessa, afirmou que a pressão na Câmara é grande, mas até a base governista começa a se rebelar

A punição aos deputados alagoanos que não rezaram na cartilha do governo Temer na votação da reforma trabalhista não terá efeito prático; Cícero Almeida, do PMDB, disse que prefere estar de consciência tranquila e ao lado do trabalhador do que votar numa proposta que traz diversas consequências negativas; Givaldo Carimbão (PHS) revelou que foi procurado por dois ministros que lhe fizeram ‘propostas’, mas que não aceitou e não quer relação com o governo; Já o do PDT, Ronaldo Lessa, afirmou que a pressão na Câmara é grande, mas até a base governista começa a se rebelar (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - Com a popularidade em baixa e a crescente preocupação do Planalto em aprovar reformas impopulares no Congresso Nacional, o presidente Michel Temer (PMDB) começou a punir os parlamentares "infiéis" de Alagoas que não rezam na cartilha do governo durante as votações. O deputado Cícero Almeida (PMDB) foi o primeiro a perder cargos no governo Temer. Givaldo Carimbão (PHS), Rosinha da Adefal (PT do B) e Ronaldo Lessa (PDT) também são considerados "infiéis" pelo governo peemedebista, segundo publicações da imprensa nacional. 

Na semana passada, a maioria da bancada alagoana votou contra a reforma Trabalhista. Do grupo de nove parlamentares, apenas os deputados Arthur Lira (PP), Nivaldo Albuquerque (PRP) e Pedro Vilela (PSDB) votaram a favor do projeto, acreditando que a matéria trará melhores benefícios ao trabalhador. De acordo com Almeida, ele prefere estar de consciência tranquila e ao lado do trabalhador do que votar numa proposta que traz diversas consequências negativas. 

"Acredito que o trabalhador tem que ficar ao lado de quem trabalha, por isso me posicionei de forma contrária e assim vou seguir. Respeito a reação dele [Temer] contra mim, mas ele não tem nada a perder. Já está garantido aos 70 anos. Nós, parlamentares, temos que trabalhar pela juventude e por quem ainda está trabalhando. Vou continuar votando seguindo o que acredito como deputado. É a minha posição", expôs Almeida. 

Os deputados Givaldo Carimbão e Ronaldo Lessa negaram ter indicações na estrutura do Poder Executivo Federal. Segundo Carimbão, aliados seus estiveram no comando da Codevasf e na Sudene durante os governos de Lula e Dilma, mas assim que Temer chegou ao Planalto eles foram retirados. Ele lembrou ainda que não tem nenhuma relação peemedebista. "Eu fui contra o pedido de impeachment de Dilma Rousseff", lembrou.

"Quem pariu Matheus que o embale. Nunca tive relação com esse governo e não quero. Faço parte das duas comissões que discutem as reformas e votei e votarei de forma contrária. Hoje, fui procurado por dois ministros oferecendo o mundo para que eu pudesse rever a posição. Não estou à venda. Agradeci e disse não. Prefiro ser fraco de poder, mas ser forte de personalidade", colocou Carimbão.

"A pressão é muito grande na Câmara Federal", ressumiu Lessa. Segundo o deputado, a base governista começou a se rebelar e existe a expectativa de o governo recuar ainda mais na proposta da Reforma Previdenciária que deve ir ao plenário esta semana na Câmara. "Nunca fiz parte deste governo e acredito que essas propostas enviadas por ele são uma loucura. Para que sejam aprovadas, acredito que mudanças são necessárias", colocou. 

Com gazetaweb.com