"Temos que discutir o Brasil. Isso não é ataque"

Governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB afirmou que os recentes petardos disparados por ele contra a presidente Dilma Rousseff (PT) não foram “ataques” diretos à petista, mas uma forma de discutir o Brasil; nos últimos dias, Eduardo Campos afirmou que a presidente estaria de “aviso prévio”, e que o Brasil “não aguenta mais quatro anos” com Dilma no poder; “É normal o PIB cair, a inflação voltar a subir? Temos que discutir o Brasil. Isto não é ataque”, respondeu

Governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB afirmou que os recentes petardos disparados por ele contra a presidente Dilma Rousseff (PT) não foram “ataques” diretos à petista, mas uma forma de discutir o Brasil; nos últimos dias, Eduardo Campos afirmou que a presidente estaria de “aviso prévio”, e que o Brasil “não aguenta mais quatro anos” com Dilma no poder; “É normal o PIB cair, a inflação voltar a subir? Temos que discutir o Brasil. Isto não é ataque”, respondeu
Governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB afirmou que os recentes petardos disparados por ele contra a presidente Dilma Rousseff (PT) não foram “ataques” diretos à petista, mas uma forma de discutir o Brasil; nos últimos dias, Eduardo Campos afirmou que a presidente estaria de “aviso prévio”, e que o Brasil “não aguenta mais quatro anos” com Dilma no poder; “É normal o PIB cair, a inflação voltar a subir? Temos que discutir o Brasil. Isto não é ataque”, respondeu (Foto: Paulo Emílio)
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Pernambuco 247 - O governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, afirmou que os recentes petardos disparos por ele contra a presidente Dilma Rousseff (PT) não foram “ataques” diretos à petista, mas sim uma forma de discutir o Brasil. Nos últimos dias, Campos afirmou que a presidente estaria de “aviso prévio”, além de ter declarado que o Brasil “não aguenta mais quatro anos” com Dilma no poder. Segundo ele, a não-participação da presidente nos debates era “a velha política na forma mais arcaica”. As afirmações do governador causaram uma forte reação dos petistas, que criticaram a radicalização das críticas.

“É normal o PIB (Produto Interno Bruto) cair, a inflação voltar a subir? Temos que discutir o Brasil. Isto não é ataque”, declarou Campos durante a inauguração da nova fábrica da Ambev, na cidade de Itapissuma, Região Metropolitana do Recife (RMR). O gestor aproveitou também para alfinetar o PT. “É mais importante discutir o Brasil ou discutir quem entra no Ministério do Turismo, o PMDB do Senado ou o PMDB da Câmara dos Deputados?” questionou o socialista.

Os últimos disparos de Campos contra a presidente Dilma repercutiram junto as lideranças petistas. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou, em entrevista para a Rádio Jornal, que “não adianta fazer a crítica e não qual dizer o caminho a ser seguido. Se o debate nesta eleição for de ideias, o Brasil vai ganhar. Mas se ele tomar o aspecto das agressões, acredito que a coisa pode descambar por um caminho que o povo não deseja”, disse.

Na opinião do parlamentar, “Eduardo Campos elevou demais o tom. Esses não são termos adequados para tratar seja governador, seja um presidente. Temos que fazer uma campanha de alto nível e não com agressões pessoais”, ressaltou. O próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem Campos já afirmou ter uma ótima relação, já disse que dará “uns cascudos” no gestor pernambucano assim que voltar de viagem. Lula foi à Itália para realizar uma palestra.

As críticas de Campos à administração de Dilma Rousseff apontam que o gestor quer tomar o lugar do senador mineiro e também presidenciável, Aécio Neves (PSDB), na oposição ao governo, viabilizando o seu plano nacional como uma terceira via junto ao eleitorado. Pelo tom das críticas do socialista, o PSB demonstra também que não deverá voltar a se aliar com o PT em um futuro próximo.

Resta saber, entretanto, se a relação entre Campos e Lula será abalada pelas constantes trocas de farpas motivadas pelas eleições de outubro.

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