Tesla resolve ação judicial coletiva contra sistema de piloto automático 'perigoso'

O acordo, anunciado em um processo na corte federal de San Jose na quinta-feira, ainda precisa ser aprovado pelo juiz federal Beth Labson Freeman.

Tesla resolve ação judicial coletiva contra sistema de piloto automático 'perigoso'
Tesla resolve ação judicial coletiva contra sistema de piloto automático 'perigoso'

(Reuters) - A Tesla chegou nesta quinta-feira a um acordo para encerrar uma ação coletiva contra compradores de carros Model S e modelo X que alegam que o sistema de piloto automático da empresa era “essencialmente inutilizável e comprovadamente perigoso”.

O acordo, anunciado em um processo na corte federal de San Jose na quinta-feira, ainda precisa ser aprovado pelo juiz federal Beth Labson Freeman.

A Tesla disse em comunicado que queria fazer o certo por seus clientes e, como parte do acordo proposto, concordou em compensar os proprietários de carros que compraram a versão 2.0 do piloto automático e tiveram que esperar mais que o estimado para que os recursos de direção se tornassem ativos.

“Desde que lançamos nossa segunda geração de hardware de piloto automático em outubro de 2016, continuamos a fornecer atualizações de software que levaram a uma grande melhoria na funcionalidade do piloto automático”, disse a empresa, acrescentando que o acordo será oferecido a clientes em todo o mundo.

Os membros da classe, que pagaram um extra de 5 mil dólares para obter o upgrade do piloto automático entre 2016 e 2017, receberão entre 20 e 280 dólares como compensação. A Tesla concordou em colocar mais de 5 milhões de dólares em um fundo de compensação, que também cobrirá custos de advogados e outras taxas.

Steve Berman, advogado dos proprietários de automóveis, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Donos de automóveis da Tesla disseram que pagaram um extra de 5 mil dólares para ter seus carros equipados com o software Autopilot, que prometia fornecer recursos de segurança adicionais, mas na verdade era “completamente inoperável”, de acordo com a queixa.

Os compradores alegaram que recursos como frenagem de emergência automatizada, avisos de colisão lateral e raios altos automáticos não funcionavam ou não eram confiáveis.

Eles disseram que o sistema não é seguro para usar, pois freia inesperadamente sem motivo e não consegue frear ao se aproximar de veículos de grande porte, como caminhões e ônibus.

Por Tina Bellon

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