Tijolaço: ordem para não repetir merenda foi do governo Doria

Ordem para não repetir merenda não aconteceu por "razões nutricionais", diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; "Mentira. Houve uma ordem generalizada para proibir a repetição de merenda em todas as escolas do município", diz ele; "Pelo visto, gestão Doria não inclui digestão", comenta Brito

merenda escolar
merenda escolar (Foto: Charles Nisz)

Tijolaço - Ontem, quando a Folha repercutiu a matéria do jornal Agora, mostrando que as crianças de uma escola pública paulistana estavam tendo a mão marcada a caneta para não repetirem a merenda, a Secretaria de Educação do governo Dória disse a repetição só era restrita quanto “aos alimentos industrializados, por razões nutricionais”.

Mentira. Houve uma ordem generalizada para proibir a repetição de merenda em todas as escolas do município. Inclusive nas Emeis, as de educação pré-escolar, para crianças de até 5 anos de idade.

Na Emei  “Professor José Vicente da Cunha”, no modesto Jardim Imperador, a direção chegou a enviar um comunicado aos pais avisando da proibição de repetir a merenda e até a do bolo com que comemorava o aniversário das crianças nascidas a cada mês.

Claro que, em tese, os administradores escolares podem controlar a alimentação, para evitar excessos ou que acabe faltando algo para alguma criança. Mas é uma ordem, como se vê, “superior” e generalizada.

A empresa que passou a responder pelo fornecimento da merenda é a Comercial Milano, a mesma que, aqui no Rio, andou envolvida em fraudes no fornecimento de alimentos ao Estado na gestão de Sérgio Cabral.

Gestão, com João Dória, não inclui digestão, pelo visto.

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