"Tinha cheiro de podridão', diz delegado sobre local em que Djidja foi encontrada sem vida
Delegado afirmou que mulheres eram forçadas a usar as drogas da família e ficaram "despidas por vários dias"
247 - A família de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, encontrada morta nesta terça-feira, em Manaus, é investigada devido à criação de uma seita que, segundo a polícia, manteve vítimas em cárcere privado sob base da medicação alucinógena. A mãe, Cleusimar, e o irmão, Ademar, foram presos nesta quinta-feira, por tráfico de drogas e associação ao tráfico e estão apresentando várias crises de abstinência no cárcere. O delegado Cícero Túlio, responsável pelo caso, detalhou o caso e disse que as vítimas ficaram "despidas por vários dias", com contextos de abusadoras sexuais e obrigadas a fazer uso de alucinógenos nos cultos da seita intitulada “pai, mãe, vida”. Um aborto também ocorreu no local.
Podridão - O local onde a família vivia e as vítimas haviam sido mantidas foi descrito pelo delegado como um lugar que cheirava à podridão. Segundo Cícero Túlio, ao longo das operações nas unidades da rede, foram encontrados centenas de seringas, algumas prontas para serem usadas, além de doses da droga.

