Transpetro aplica nova punição ao EAS
A Transpetro, braço logístico da Petrobrás na área de transportes, irá multar o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), localizado no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco, Recife, pelo atraso na entrega do navio Zumbi dos Palmares, que deveria estar em atividade desde dezembro; esta é a segunda punição osfrida pelo EAS; o Estaleiro de Mauá, no Rio de Janeiro, também foi multado pela estatal por conta do não cumprimento dos prazos contratuais
Leonardo Lucena_PE247 – A Transpetro, braço logístico da Petrobrás na área de transportes, irá multar o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), localizado no Complexo Industrial e Portuário de Suape, Grande Recife, pelo atraso na entrega do segundo navio sob sua responsabilidade, o Zumbi dos Palmares, que deveria estar em atividade desde dezembro do ano passado. Outro estaleiro que também será multado é o de Mauá, que fica em Niterói, no Rio de Janeiro. Ainda não há definição sobre o valor das multas, de acordo com o presidente da estatal, Sérgio Machado.
Não será a primeira multa que a Transpetro aplicará ao EAS, a primeira penalidade aconteceu devido a um atraso de dois anos na entrega da primeira embarcação, o petroleiro João Cândido. O valor das multas não foi divulgado em razão de uma cláusula de sigilo contratual. O petroleiro, com 274 metros de cumprimento e capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo, entrou em atividade em maio de 2012. O EAS possui contratos de R$ 7 bilhões para a entrega de 22 embarcações à Transpetro.
Já o Estaleiro de Mauá, cujos contratos com a Transpetro somam R$ 188 milhões, registrou uma atraso de três meses na entrega do navio Rômulo Almeida. “Atrasou a entrega porque está em um processo de desenvolvimento da indústria. (...) Vamos continuar trabalhando para cada vez mais poder diminuir esse processo, com aumento da produtividade. (...) O importante é que este navio, o terceiro que sai daqui, não teve nenhum adicional de contrato, está saindo pelo preço que foi contratado”, declarou Machado, segundo a Agência Estado.
O dirigente disse que, na indústria naval brasileira, os atrasos têm sido comuns na entrega das embarcações, porém minimizou o problema. “A Coreia, para se ter uma ideia, levou 30 anos (para atingir um nível de excelência). Os dois primeiros navios fabricados pela Hyundai, o maior estaleiro do mundo, não foram aceitos pelo cliente porque não performaram em termos de qualidade. No Brasil, não tivemos esse problema. Estamos avançando, o tempo (dos atrasos) está reduzindo”, disse.
No caso do EAS, o empreendimento enfrentou uma série de problemas no ano passado. Devido ao atraso na entrega do primeiro navio, a Transpetro exigiu a elaboração de um projeto de engenharia, de um cronograma confiável para a entrega das embarcações, além da reposição de um parceiro tecnológico, pois a empresa sul-coreana Samsung Heavy Industries (SHI), que tinha 6% de participação societária, se desligou do empreendimento.
A primeira medida tomada pelo EAS foi contratação da empresa japonesa Ishikawajima-Harima Heavy Industries, controlado pelo grupo Mitsui. O empreendimento passou ainda por dificuldades operacionais e de mão de obra qualificada. Procurado pelo Pernambuco 247, o EAS informou que não iria se pronunciar sobre o assunto.
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