“Transporte está na UTI”, diz presidente do Setransp

Adierson Monteiro critica as últimas administrações de Aracaju em relação ao transporte público; "capital cresceu sem planejamento para o transporte público. Tivemos muita falácia, muita demagogia, mas nada se fez”; ele defende reformulação da planilha da tarifa da passagem e cobra do atual prefeito medidas de curto prazo para descongestionar trânsito e facilitar mobilidade do ônibus

“Transporte está na UTI”, diz presidente do Setransp
“Transporte está na UTI”, diz presidente do Setransp

Sergipe 247 – O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Aracaju (Setransp), Adierson Monteiro, afirmou, em entrevista ao Jornal da Cidade (edição deste final de semana), que o serviço de transporte público carece de mais investimentos. Para ele, o setor está na UTI. “Em Aracaju, capital que cresceu sem planejamento para o transporte público, tivemos muita falácia, muita demagogia, mas nada se fez”, critica.

Adierson afirma que a prefeitura recolhe 10% do valor da tarifa para investir nos abrigos de ônibus e na manutenção dos terminais, mas não operou melhorias. “Em números, em uma gestão, significa quase R$ 60 milhões arrecadados pela prefeitura, sem melhoria alguma do transporte. No mínimo, na cidade, não deveriam faltar hoje abrigos de ônibus, e os terminais de integração não deveriam ser vergonhosos.

Ele reconhece que a tabela que define o valor da passagem é ultrapassada, com “alguns custos antigos que não existem mais”, no entanto, diz que novos investimentos também não são contemplados na planilha. “A regularização dessa questão vem sendo cobrada desde a gestão dos prefeitos Gama, Déda, Edvaldo e agora do prefeito atual João Alves, porque é fundamental que a SMTT envie para a Câmara uma lei adequando uma nova planilha, retirando custos que não mais existem e incluindo insumos atuais”, defende.

O presidente do Setransp avalia como positiva o projeto de implantação do BRT (corredores exclusivos) em Aracaju, que João Alves prometeu em campanha, mas frisa que isto ainda irá demorar (“é para daqui a quatro ou cinco anos”), por isso, diz que é preciso investimento em curto prazo, para “descongestionar um pouco o trânsito, e facilitar a mobilidade do ônibus”.

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