Trecho da ferrovia Norte-Sul pode ser leiloado

Empresas da Rússia e China manifestaram interesse de se associar a brasileiros para disputar a concessão de trechos da ferrovia Norte­Sul, que o governo federal pretende leiloar ainda este ano, afirmou o secretário do PAC do Ministério do Planejamento, Maurício Muniz; o lote em questão, que interessa a russos e chineses, compreende o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), já construído pela estatal Valec, e outro, a ser construído pelo futuro concessionário, entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA); o investimento total a ser feito pelo vencedor da concessão, incluindo a compra de trens e vagões, é de R$ 7,8 bilhões

Empresas da Rússia e China manifestaram interesse de se associar a brasileiros para disputar a concessão de trechos da ferrovia Norte­Sul, que o governo federal pretende leiloar ainda este ano, afirmou o secretário do PAC do Ministério do Planejamento, Maurício Muniz; o lote em questão, que interessa a russos e chineses, compreende o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), já construído pela estatal Valec, e outro, a ser construído pelo futuro concessionário, entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA); o investimento total a ser feito pelo vencedor da concessão, incluindo a compra de trens e vagões, é de R$ 7,8 bilhões
Empresas da Rússia e China manifestaram interesse de se associar a brasileiros para disputar a concessão de trechos da ferrovia Norte­Sul, que o governo federal pretende leiloar ainda este ano, afirmou o secretário do PAC do Ministério do Planejamento, Maurício Muniz; o lote em questão, que interessa a russos e chineses, compreende o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), já construído pela estatal Valec, e outro, a ser construído pelo futuro concessionário, entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA); o investimento total a ser feito pelo vencedor da concessão, incluindo a compra de trens e vagões, é de R$ 7,8 bilhões (Foto: Leonardo Lucena)

Reuters - Empresas da Rússia e China manifestaram interesse de se associar a brasileiros para disputar a concessão de trechos da ferrovia Norte­Sul, que o governo federal pretende leiloar ainda este ano, disse à Reuters o secretário do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Ministério do Planejamento, Maurício Muniz.

O lote em questão, que interessa a russos e chineses, compreende o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), já construído pela estatal Valec, e outro, a ser construído pelo futuro concessionário, entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA). O investimento total a ser feito pelo vencedor da concessão, incluindo a compra de trens e vagões, é de R$ 7,8 bilhões.

"Essas empresas estrangeiras são construtoras e operadoras, e querem um parceiro brasileiro, um sócio operador", declarou Muniz, apontando a RZD Russian Railways e a China Railway Group Limited (Crec) entre as empresas interessadas.

O secretário não especificou se o sócio brasileiro dos estrangeiros seria uma companhia especializada em logística ou, por exemplo, uma empresa negociadora de commodities agrícolas, que estaria entre as beneficiadas pelo projeto.

A Norte­Sul é um dos principais projetos ferroviários em construção no país e tem como principal objetivo funcionar como uma espinha dorsal do sistema, escoando a produção de grãos do Centro­Oeste em direção aos portos da região Norte.

A China, principal importadora de soja do mundo, tem interesse no escoamento de produtos agrícolas pelo Norte, onde novos portos estão ganhando importância na exportação brasileira. Já a Rússia está entre os principais destinos de carnes do Brasil, que exporta hoje tais produtos principalmente pelos portos do Sul/Sudeste.

Procurada pela Reuters, a chinesa Crec preferiu não comentar o assunto. A RZD não respondeu imediatamente.

Segundo Muniz, os estudos sobre os trechos a serem licitados estão sendo validados e devem ser colocados em audiência pública em abril. Depois disso, seguem para aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), antes da publicação do edital.

Dessa forma, disse Muniz, a expectativa é de que o leilão ocorra ainda este ano.

O secretário salientou ainda a importância estratégica da Norte­Sul para o comércio exterior brasileiro, uma vez que conecta o Sudeste e regiões produtoras de grãos do Centro­Oeste aos portos da região Norte, desafogando Santos (SP) e Paranaguá (PR), ao criar também uma rota mais curta para o embarque de cargas com destino aos Estados Unidos e Europa.

"Como temos restrições fiscais, precisamos compensar e acelerar obras com o setor privado", disse Muniz, admitindo que o orçamento do PAC foi sendo reduzido nos últimos anos, para contribuir com os esforços para melhorar as contas do governo.

De um total de R$ 54 bilhões em 2014, o orçamento público do PAC caiu para R$ 41,6 bilhões em 2015 e R$ 26,5 bilhões neste ano.

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