Três delatores da Odebrecht confirmam caixa 2 para o “Santo” Alckmin

"As propinas seriam referentes obras das linhas 2 Verde e 4 Amarela do Metrô de São Paulo, conforme documentos apreendidos pela Polícia Federal em ações de busca que identificaram o codinome 'santo' em anotações e mensagens de executivos da Odebrecht. Mensagem enviada pelo então diretor da Odebrecht responsável pelo contrato da Linha 4 do Metrô, Marcio Pellegrini, solicitava pagamento de R$ 500 mil para 'ajuda de campanha com vistas a nossos interesses locais'”, relata Fernando Brito, editor do Tijolaço; o santo, claro, é ele mesmo: Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, pelo PSDB

SÃO PAULO, SP, 25.10.2013: MOBILIDADE/PAC/SP - O governador Geraldo Alckmin. Cerimônia para anúncio de investimentos do PAC2 para Mobilidade Urbana, no Palácio dos Bandeirantes, na manhã desta sexta-feira. (Foto: William Volcov/Brazil Photo Press/Folhapre
SÃO PAULO, SP, 25.10.2013: MOBILIDADE/PAC/SP - O governador Geraldo Alckmin. Cerimônia para anúncio de investimentos do PAC2 para Mobilidade Urbana, no Palácio dos Bandeirantes, na manhã desta sexta-feira. (Foto: William Volcov/Brazil Photo Press/Folhapre (Foto: Leonardo Attuch)

“São” Geraldo Alckmin, até agora invulnerável  às denúncias de corrupção, tem problemas pela frente.

E não aqueles negócios da Alstom, que a imprensa não gosta muito de tratar.

É que, agora há pouco, o Valor confirmou que  “pelo menos três candidatos a delatores ligados ao Grupo Odebrecht relataram aos investigadores da Operação Lava­ Jato nomes de supostos arrecadadores de caixa dois que teriam captado recursos e os destinado, ao menos em parte, ao abastecimento de campanhas eleitorais do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)”

“Ao explicar o significado dos apelidos e valores vinculados a contratos de obras públicas que constam da contabilidade do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht — espécie de divisão da propina revelada pela secretária da empresa Maria Lúcia Tavares —, os delatores do grupo empresarial confirmaram aos procuradores que o codinome “santo” se trata do apelido usado para se referir a Geraldo Alckmin.’

Ouvida pelo jornal, a assessoria do governador deu a resposta-padrão: todas as doações foram contabilizadas. 

Neste caso também há referência ao apelido “santo”, diz o Valor.

Mas que ninguém se apresse a condenar Alckmin. O tal santo pode não ser vinculado à Opus Dei.

Talvez seja à Opus Peguei.

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