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TRF-1 mantém prisão domiciliar de Geddel

O Tribunal Regional Federal da 1a Região manteve o ex-ministro Geddel Vieira Lima em prisão domiciliar; de acordo com a decisão, a prisão preventiva é desproporcional à gravidade do caso; Geddel foi preso acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato, ao intimidar a esposa do doleiro Lúcio Funaro para que ele não fizesse delação premiada

Funaro Geddel (Foto: Charles Nisz)

Bahia 247 - O ex-ministro Geddel Vieira Lima continuará em prisão domiciliar, de acordo com decisão desta terça-feira (18), do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Ela substitui a prisão preventiva pela medida cautelar. De modo unânime, os três desembargadores da 3ª Turma  da Corte entenderam, por unanimidade, que ordenar a volta de Geddel à prisão seria medida desproporcional.

O Ministério Público acusa Geddel de tentar obstruir as investigações ao supostamente pressionar a mulher do doleiro Lúcio Funaro, preso desde junho de 2016, para que ele não fizesse delação premiada. Preso em sua casa em Salvador, mas sem tornozeleira eletrônica por conta da falta do equipamento na Bahia, Geddel poderá ser monitorado presencialmente, decidiu o TRF-1.

Em seu voto, o desembargador Ney Bello, relator do caso e responsável por autorizar a prisão domiciliar do peemedebista, considerou que a única base para o pedido de prisão eram ligações que Geddel teria feito a Raquel Pitta, mulher de Funaro. Ao analisar depoimento dela, o magistrado considerou que não houve “ofensa, agressão, coação, cooptação, proposta indecorosa, financeira ou moral”.

“Vamos prender alguém para que não use o telefone, sendo que tinha o direito de fazê-lo? Estou tirando o direito de ir e vir, para que ele não ligue para seis ou oito pessoas?”, afirmou no texto da decisão.