TRF suspende processo da Operação Monte Carlo

Desembargador Tourinho Neto, que já concedeu um habeas corpus pela libertação de Carlinhos Cachoeira, volta a beneficiar o réu determinando a realização de diligências; sentença, prevista para setembro, deve atrasar; se condenado, contraventor pode pegar até 20 anos de prisão

TRF suspende processo da Operação Monte Carlo
TRF suspende processo da Operação Monte Carlo (Foto: Divulgação)

247_ O processo criminal contra o contraventor Carlinhos Cachoeira que tramita na Justiça Federal em Goiás está suspenso e deve atrasar. A decisão, que beneficia o réu, foi tomada pelo desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que acatou argumento da defesa do bicheiro de que diligências precisam ser cumpridas. As informações são do jornal O Popular, de Goiânia.

Tourinho Neto foi o responsável pela transferência de Cachoeira do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN) para a Pupuda, em Brasília. O desembargador também concedeu uma habeas corpus determinando a libertação do contraventor, o que não aconteceu devido a um novo mandado de prisão expedido pela Justiça do DF em decorrência da Operação Saint Michel. O habeas corpus foi cassado pelo Superior Tribunal de Justiça dias depois.

Ainda segundo O Popular, os advogados de Cachoeira alegaram que muitos pedidos feitos ao juiz Alderico Rocha Santos, hoje na 11ª Vara Federal, não foram cumpridos, com ênfase para a informação do alcance das senhas genéricas utilizadas pelos policias federais que atuaram na Operação Monte Carlo para quebra dos sigilos telefônicos dos investigados.

Alderico disse ao jornal goiano que já enviou informações a Tourinho confirmando que as diligências foram feitas, diferentemente do que sustenta a defesa de Cachoeira. Alegações semelhantes às que motivaram a decisão de ontem redundou no adiamento da primeira audiência de instrução e julgamento de Cachoeira, decisão também de Tourinho Neto em benefício do réu. A sentença para o processo, que era aguardada para setembro, deve demorar um pouco mais. O contraventor pode pegar uma pena até 20 anos de prisão.

Confira a reportagem de O Popular (para assinantes).

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