Tucano Nelson Marchezan, prefeito de Porto Alegre, incita ódio político

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), tem usado suas redes sociais para incentivar o ódio político contra o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Marchezan tem atacado diversos símbolos ligados à esquerda; diretório municipal do PT entrou com uma representação no Ministério Público por improbidade administrativa e anexou mais de 50 páginas de exemplos; entre eles, há um vídeo em que Marchezan diz estar "em um dos porões da prefeitura" e ter se lembrado de Lula porque o local costumava abrigar uma cadeia

Porto Alegre, RS - 10.01.2017 Prefeito Nelson Marchezan J˙nior, se re˙ne com representantes do carnaval de Porto Alegre Foto: Eduardo Beleske/ PMPA
Porto Alegre, RS - 10.01.2017 Prefeito Nelson Marchezan J˙nior, se re˙ne com representantes do carnaval de Porto Alegre Foto: Eduardo Beleske/ PMPA (Foto: Giuliana Miranda)

Rio Grande do Sul 247 - Nelson Marchezan Jr. (PSDB), prefeito de Porto Alegre, é um usuário ativo das redes sociais, onde. além de postar "brincadeiras", também tem como alvos o ex-presidente Lula, o PT e símbolos ligados à esquerda.

As postagens incomodaram o diretório municipal do PT, que na semana passada entrou com uma representação no Ministério Público por improbidade administrativa.

A direção petista alega que Marchezan "utiliza indevidamente a estrutura" da prefeitura para incitar o ódio político. À queixa, foram anexadas 50 páginas de exemplos.

Entre eles, há um vídeo em que Marchezan diz estar "em um dos porões da prefeitura" e ter se lembrado de Lula porque o local costumava abrigar uma cadeia.

Outro são os chamados "decretos de sexta-feira", nos quais Marchezan lista "ordens" para o fim de semana ("no uso da atribuição que lhe confere a zoeira"). Um artigo de um deles, o que permitia "comemorar as festas de São João", diz que "se você pertence a certos partidos vermelhos, está proibido formar quadrilha."

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O presidente do diretório municipal do PT, Rodrigo Dilelio, nega a tentativa de censurar Marchezan. "Alegamos um uso indevido da máquina pública para se autopromover. É um perfil pessoal, mas de uso oficial do prefeito", diz. "Ele está em meio a uma campanha de ódio contra servidores e partidos."

As informações são de reportagem de Ana Luiza Albuquerque na Folha de S.Paulo.

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