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Tudo que sobe cai

Ao que tudo indica, teremos segundo turno em Goiânia. As pesquisas de intenção de voto recentemente publicadas desenham um quadro no qual os índices do prefeito-candidato Paulo Garcia iniciam tendência de queda

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Tudo indica que teremos segundo turno em Goiânia. As pesquisas de intenção de voto recentemente publicadas desenham um quadro no qual os índices do prefeito-candidato Paulo Garcia iniciam tendência de queda. Os de Jovair indicam forte ascensão. Parece que grande parte do eleitorado que estava indeciso, no início da campanha, começa a se decidir, no caso, por Jovair Arantes.

Quando as primeiras pesquisas foram publicadas, embora o prefeito-candidato aparecesse disparado em primeiro lugar, era imensa a quantidade de eleitores indecisos, maior até do que os que já tinham se decidido por Paulo. Era de se supor que esses eleitores, quando se decidissem por algum candidato, não seria por Paulo. Pela simples razão de Paulo estar a mais tempo na disputa.

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Uma das razões de Paulo Garcia estar bem nas pesquisas é o fato de PT e PMDB serem partidos com forte enraizamento popular em Goiânia. As duas siglas estão há anos inseridas nas lutas cotidianas da periferia da capital. Não é por acaso que há duas décadas polarizam as disputas eleitorais em nível municipal. Outra pequena potência política em Goiânia é a deputada Isaura Lemos. Ela vem, faz muitos anos, atuando na região noroeste de Goiânia e lá pelas bandas de Madre Germana. O que explica ela ter ficado por várias semanas na secunda colocação.

Jovair correu atrás do prejuízo. Quem observou sua agenda. Pode perceber que ele atuou intensamente nos bairros populares e periféricos de Goiânia. A periferia é que decide eleição em Goiânia. Quem não tem trabalho político na periferia, nunca vai se eleger prefeito. Foi por isso que Sandes Jr. Fracassou nas duas vezes que tentou. Sandes nunca entendeu que popularidade é diferente de liderança. Elias Júnior ainda não entendeu isso. Vai entender depois que as urnas de outubro se fecharem.

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Como eu disse, a força coligada de PT e PMDB colocam o prefeito-candidato no topo das pesquisas. Ele mesmo não tem mérito nenhum para estar lá. Sua administração é um pouco  pior que medíocre. Seu programa de governo é o que se pode chamar de um tiquinho mais do mesmo: conservador, demagógico, sem imaginação. Péssimo tocador de obras, o que ode ser provado pela quantidade enorme de problemas surgidos na construção do Mutirama. Que foi, aliás, inaugurado sem estar concluído, apenas para efeito de publicidade.

Não que os adversários tenham programas ousados. O de Jovair é um pouco mais avançado que o de Paulo. Entretanto, o candidato petebista demonstra possuir uma percepção bem mais aguda dos problemas que afligem a cidade, e parece ter uma disposição maior de enfrentá-los. Mas está faltando ainda uma plano de metas arrojado e projetos que impliquem em verdadeira refundação da capital. Goiânia está precisando de um Husmman, de um Pereira Passos, de um Juscelino. Está precisando de um visionário que vire a cidade de pernas para o ar. Em suma, de um novo Pedro Ludovico.

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Fico em apenas dois dos mais graves problemas da cidade, o transporte coletivo urbano e o trânsito. Do ponto de vista de quem anda de ônibus, o que me inclui, Goiânia possui o pior sistema do mundo. Rezo toda noite para que as almas dos dirigentes do Setransp ardam no inferno pela eternidade afora.  Será pouco pelo sofrimento que causam aos usuários. É o Setransp que, em última instância, planeja e controla o sistema em Goiânia, com o beneplácito das autoridades competentes e o auxílio luxuoso dos tecnocratas dos órgãos que deveriam fiscalizar o serviço. Tudo, neste sistema, foi pensado e executado não para dar ao usuário conforto, segurança, agilidade, mas para otimizar os lucros fabulosos das  poucas empresas que, há décadas, monopolizam o serviço como se o mesmo fosse um privilégio concedido em carta régia por El Rei.

A solução passa por estatizar o serviço, encampar as empresas, enxotar o Setransp. E não me venham com este papo de que o serviço público é incapaz e ineficiente. Isso é papo de gente do PT goianienses, para quem a iniciativa privada é o berço e a morada da excelência gerencial. O eixo Anhanguera é, sem embargos de suas deficiências, a única linha decente de ônibus que existe em Goiânia. Os ônibus correm com pontualidade, são confortáveis e seguros. O fato de ser operado por uma empresa pública é que faz a diferença. No dia que cair nas mãos do Setransp, avacalha, como avacalhado está o resto do serviço.

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E o que Paulo Garcia propõe? Mudanças cosméticas. Soluções que nada solucionam mas ajudam a enganar os trouxas. Mas, ah, ele fala em fazer o tal BRT. Ninguém pode negar que é uma boa solução técnica para o curto prazo. O que eu pergunto é o seguinte: ele vai construir uma empresa municipal para gerir o serviço ou vai entrega-lo de mão beijada ao Setransp? Meu palpite é que Paulo vai entrega-lo ao Setransp, se eleito for. Está dentro da lógica privatista da atual administração. É sempre bom lembrar que foi Paulo Garcia, quando deputado, que detonou um projeto de lei da deputa Isaura Lemos que redesenhava o marco legal do transporte coletivo em Goiânia, e tinha por viés político o resgate da autonomia municipal. Paulo é contra a autonomia do município.

O trânsito de Goiânia é outro inferno. Paulo fala em construir viadutos. Onde? Nenhuma palavra. A prefeitura sequer consegue eliminar o terrível gargalo da saída da Anhanguera para a GO 070, em frente ao Portal Shopping. Bastaria reorientar ali o tráfego. Até hoje não pôs em prática a lei do vereador Iram Saraiva, que disciplina o tráfego de caminhões. Enfim, falta ao programa do prefeito objetividade, concretitude, quantificação.

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Mas não há porque estranhar essas deficiências. Paulo não tem programa, tem propaganda. Tudo na sua campanha é pensado e executado como se fosse uma campanha comercial. O PT goianienses deixou de fazer política para se render ao encanto do charlatanismo publicitário. E o próprio candidato é de tal forma refém da marquetagem que ele nem consegue participar de um debate sem portar o seu computadorzinho, através do qual a equipe de publicitários que o dirige, chefiada por Renato Monteiro, o ensina a dar respostas. Por que eleger Paulo? Chega de intermediários. Renato Monteiro para prefeito.

Pois então, é isso. Parece que boa parte da população vai abrindo os olhos, e percebendo o artificialismo desta recandidatura. Todos o viram na TV contracenando com Íris Rezende. Que talento dramático! Que vocação para ator! E no entanto, Paulo Garcia não passa de um símbolo do falência do PT goianienses. Aliás, ele nem é petista. Paulo é um peemedebista, da escola irista, que assinou ficha de filiação ao PT. O coração dele não é vermelho. E é por isso que haverá segundo turno. E podem crer: no segundo turno, Paulo Garcia será derrotado.

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