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Ufal teve corte de R$ 38 milhões no orçamento

Durante a apresentação do balanço dos primeiros dias pelos novos dirigentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), eles anunciaram que houve uma redução de R$ 38 milhões no orçamento; atingida pela crse econômica, unidade de ensino só conta com recursos para honrar com os contratos até setembro

Durante a apresentação do balanço dos primeiros dias pelos novos dirigentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), eles anunciaram que houve uma redução de R$ 38 milhões no orçamento; atingida pela crse econômica, unidade de ensino só conta com recursos para honrar com os contratos até setembro (Foto: Voney Malta)
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Alagoas 247 - A grave crise econômica que afeta o País atingiu em cheio a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que, segundo dados divulgados pela nova gestão nesta terça-feira, perdeu R$ 38 milhões em recursos. Com um orçamento enxuto, o grupo que chegou ao poder após vencer a chapa da situação enfrenta dificuldades para viabilizar as mudanças prometidas.

Na manhã desta terça-feira (3), diante de um auditório lotado, a reitora Valéria Correia e o pró-reitor Flávio Domingos, de Gestão Institucional, apresentaram um balanço dos 100 primeiros dias de trabalho. De acordo com eles, a Ufal conta atualmente com um orçamento anual de R$ 71 milhões, que deve ser usado para o custeio do campus A.C.Simões e das unidades do interior do estado.

"O cenário da universidade é preocupante, já que a Ufal conta com poucos recursos, se considerarmos a retenção feita pelo governo federal", explicou Domingos antes da audiência que reuniu alunos e servidores.

Corte na carne

Segundo ele, a gestão manterá serviços de limpeza, pequenas reformas, obras nas dependências do campus e a manutenção de bolsas. No entanto, a Ufal só conta com recursos para honrar com os contratos até setembro. "A partir de outubro, vamos chamar os setores para conversar e buscar soluções. A situação é crítica", avaliou o pró-reitor.

Apesar das dificuldades listadas, a reitora Valéria Correia afirmou que a gestão tem buscado alternativas para superar a crise financeira e ainda fazer investimentos.

"Há a previsão de implementação do Restaurante Universitário Ágil, que deve otimizar os serviços e reduzir o tempo de espera nas filas; a criação de um escritório de processos internos; e a implantação de uma ciclofaixa dentro do campus", pontuou.

Valéria Correia informou que a universidade toca, atualmente, dezenove obras nos campi.

No entanto, a reitora admitiu que há problemas na instituição, com o carência no número de servidores, problemas ambientais, de acessibilidade e um arquivo "em colapso". 

Com gazetaweb.com