Um minuto de silêncio

E lá se vai seu Djalma para o céu, mãos dadas com o sanfoneiro Dominguinhos, numa triste terça-feira. Vá em paz, Djalma. E seja titular, sempre, no time dos nossos sonhos

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E lá se vai seu Djalma para o céu, mãos dadas com o sanfoneiro Dominguinhos, numa triste terça-feira.

Lá se vai o lateral-direito bicampeão do mundo em 58-62, homem de fôlego extraordinário, que chegou aos 84 anos de vida com uma trajetória admirável, reta, única.

Lá se vai Djalma Santos. O negro discriminado, como outros tantos neste futebol brasileiro, mas sempre capaz da volta por cima.

Como fez, nos anos 50, depois de participar do fiasco de 1954 e passar a Copa da Suécia inteira no banco, entrando apenas na partida final e jogando tanto, mas tanto, que acabou escolhido como o melhor lateral-direito daquele mundial com apenas 90 minutos de jogo.

Lá se vai Djalma, sorriso sempre franco, dentes alvos, alegria contagiante, futebol envolvente, desfilado com as camisas da Lusa, do Palmeiras e do Atlético-PR.

Lá se vai Djalma, ídolo que não vi jogar, senão pela voz do meu pai, a descrever as maravilhas que aquele negro, como outros tantos, fez pelo nosso futebol, traço inconfundível da nossa cultura.

Vá em paz, Djalma. E seja titular, sempre, no time dos nossos sonhos.

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