Usina hidrelétrica pode ajudar a conter rejeitos

O reservatório da usina hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata, é visto pela Justiça como uma medida paliativa para contenção de rejeitos de minério caso uma nova barragem da mineradora Samarco se rompa; a Vara da Fazenda Pública Estadual determinou a requisição da usina, de propriedade do Consórcio Candonga, para eventual contenção de rejeitos; segundo o consórcio, o empreendimento já está em seu nível mínimo; a Samarco informou que cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram liberados no meio ambiente, o suficiente para encher 24.800 piscinas olímpicas

O reservatório da usina hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata, é visto pela Justiça como uma medida paliativa para contenção de rejeitos de minério caso uma nova barragem da mineradora Samarco se rompa; a Vara da Fazenda Pública Estadual determinou a requisição da usina, de propriedade do Consórcio Candonga, para eventual contenção de rejeitos; segundo o consórcio, o empreendimento já está em seu nível mínimo; a Samarco informou que cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram liberados no meio ambiente, o suficiente para encher 24.800 piscinas olímpicas
O reservatório da usina hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata, é visto pela Justiça como uma medida paliativa para contenção de rejeitos de minério caso uma nova barragem da mineradora Samarco se rompa; a Vara da Fazenda Pública Estadual determinou a requisição da usina, de propriedade do Consórcio Candonga, para eventual contenção de rejeitos; segundo o consórcio, o empreendimento já está em seu nível mínimo; a Samarco informou que cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram liberados no meio ambiente, o suficiente para encher 24.800 piscinas olímpicas (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 – Especialistas avaliam que o reservatório da usina hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata, é medida paliativa para contenção de rejeitos de minério caso uma nova barragem da mineradora Samarco se rompa.

O juiz Michel Curi e Silva, substituto da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, determinou, na sexta-feira (27), a requisição da usina, de propriedade do Consórcio Candonga, para eventual contenção de rejeitos. O magistrado ordenou que o reservatório fosse esvaziado em um prazo de dois dias a partir da notificação. O consórcio, formado por Cemig e Vale, informou que ainda não foi oficialmente informado da decisão pela Justiça.

O Candonga disse que a usina já está em seu nível mínimo. Em nota divulgada nesta segunda-feira (30), a empresa afirmou que, após o rompimento da barragem, no dia 5 de novembro, acionou seu plano de emergência liberando a água do reservatório de forma controlada. A geração de energia foi suspensa no dia 6.

Diretores da Samarco, mineradora responsável pelas barragens, informaram, no início de novembro, que cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram liberados no meio ambiente, o suficiente para encher 24.800 piscinas olímpicas. A onda de lama, que deixou centenas de pessoas desabrigadas, atingiu o litoral do Espírito Santo.

Segundo o relator do Código da Mineração, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), o desastre ambiental em Mariana (MG) pode custar de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões. O levantamento foi atribuído a técnicos da Câmara e do Senado (leia mais aqui).

Analista aprova medida

Segundo o coordenador do projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano, a estrutura pode ajudar a minimizar os danos em caso de um novo desastre.

“É uma medida emergencial, uma tentativa de contenção, já que a usina fica no meio do caminho. Num primeiro momento, pode conter uma quantidade razoável de rejeitos e entulhos que chegam com a lama. Mas vale lembrar que a Germano, por exemplo, é uma barragem bem maior que Fundão. Com certeza ela não retém todo o rejeito, apenas mitiga”, disse ele ao jornal mineiro O Tempo.

De acordo com inquérito instaurado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), as estruturas das barragens remanescentes, Germano e Santarém, estariam comprometidas. Estudos técnicos também demonstrariam alto risco de uma nova tragédia, ainda mais devastadora que a provocada pelo rompimento de Fundão.

O juiz classificou como “iminente perigo público” e determinou que a Samarco apresente, até esta quarta-feira (2), um estudo com a projeção atualizada de possíveis cenários em caso de rompimento das barragens e demais estruturas (diques 2, Sela, Tulipa e Selinha). A multa diária para o não cumprimento da determinação no prazo é de R$ 1 milhão.

A mineradora informou que foi oficialmente notificada da decisão e está avaliando o documento.

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