USP acorda reajuste de 5,2% e demissão voluntária

De acordo com a reitoria, a USP usará R$ 400 milhões de suas reservas para colocar em ação plano de incentivo à demissão voluntária de funcionários da universidade; para tentar pôr um fim à greve que já dura 98 dias, o Conselho Universitário da instituição também aprovou uma proposta de reajuste, a professores e funcionários, de 5,2%, que é a inflação medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)

De acordo com a reitoria, a USP usará R$ 400 milhões de suas reservas para colocar em ação plano de incentivo à demissão voluntária de funcionários da universidade; para tentar pôr um fim à greve que já dura 98 dias, o Conselho Universitário da instituição também aprovou uma proposta de reajuste, a professores e funcionários, de 5,2%, que é a inflação medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)
De acordo com a reitoria, a USP usará R$ 400 milhões de suas reservas para colocar em ação plano de incentivo à demissão voluntária de funcionários da universidade; para tentar pôr um fim à greve que já dura 98 dias, o Conselho Universitário da instituição também aprovou uma proposta de reajuste, a professores e funcionários, de 5,2%, que é a inflação medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) (Foto: Roberta Namour)

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil - O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou ontem (2) um plano de incentivo à demissão voluntária de funcionários da universidade. Ele não é válido para professores. De acordo com a reitoria, a USP usará R$ 400 milhões de suas reservas para colocá-lo em ação. Cerca de 1,7 mil funcionários poderão participar.

Segundo o reitor da USP, Marco Antonio Zago, o plano começará a ser colocado em prática já a partir de amanhã, mas será efetivado apenas em 2015, quando os contratos de rescisão começarão a ser assinados.

“É uma absoluta novidade na USP. Nunca foi feito em nenhuma das três universidades paulistas. É um processo de gestão moderna, usado amplamente em todos os setores, privados e públicos”, destacou Zago. “Nós temos um quadro muito grande de servidores, 17 mil, e por outro lado você conversa com dirigentes das atividades-fim e eles sentem necessidade de gente. Nós precisamos readequar isso tudo, e uma das maneiras é enxugar o quadro”, acrescentou.

O plano de demissão voluntária prevê vantagens como um salário atual por ano trabalhado na USP, até o máximo de 20 salários, mais 40% sobre o valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Reajuste de 5,2%

Para tentar pôr um fim à greve na Universidade de São Paulo (USP), que já dura 98 dias, o Conselho Universitário da instituição aprovou ontem (2) uma proposta de reajuste, a professores e funcionários, de 5,2%, que é a inflação medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Se aceito pelas entidades de classe, o aumento será pago em duas parcelas, no próximo mês e em janeiro de 2015. Amanhã, representantes da reitoria apresentarão a proposta aos sindicatos de professores e de funcionários.

De acordo com o reitor da USP, Marco Antonio Zago, a proposta só foi possível em razão do plano de demissão voluntária (PDV), também aprovado hoje. A economia de recursos com o PDV ainda não começou, "mas já nos dá uma perspectiva de economia, de tranquilidade". Segundo o reitor, o plano de demissão voluntária poderá atingir até 1,7 mil servidores, o que reduzirá a folha de pagamento da USP em torno de 7%.

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