Valadares: "Tem gente que faz política como se adversário fosse inimigo"
Afirmação do senador Valadares, do PSB, soou como crítica ao governador Jackson Barreto (PMDB), que tem feito duras acusações contra o seu principal adversário nas eleições, o senador Eduardo Amorim (PSC); líder do PSB também rebateu afirmação de JB de que o partido foi dúbio ao não se posicionar favorável à reeleição de Dilma Rousseff (PT); "As acusações de dubiedade são covardes e inverídicas. Eu não aceito que me coloquem na condição de traidor", disse; aliança ameaçada?
Sergipe 247 - A crítica feita pelo governador Jackson Barreto (PMDB) ao posicionamento da Executiva Estadual do PSB, que declarou apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves, deixou o senador Valadares, liderança maior do partido, enfurecido. Em entrevista ao programa "A Hora da Verdade", na 103 FM, nesta quarta-feira (15), ele afirmou que as acusações de dubiedade contra ele "são covardes e inverídicas". "Eu não aceito que me coloquem na condição de traidor. Não aceito essa pecha", frisou. Ontem, JB afirmou que não aceitava "as dubiedades do PSB".
Valadares provocou ainda o governador, ao fazer uma sinalização clara à oposição. "Tem gente que faz política em Sergipe como se adversário fosse inimigo. Eduardo Amorim é um cidadão, um pai de família, sempre teve o meu respeito e terá. Não é meu inimigo", afirmou o senador, numa referência direta a JB, que tem feito duras críticas ao adversário do PSC.
Ainda assim, Valadares garantiu que não subirá no mesmo palanque que Amorim em Sergipe, mesmo com ambos apoiando Aécio Neves. "Em que lugar em Sergipe estive em algum palanque ao lado de Amorim apoiando Aécio? Apoiamos o mesmo candidato, mas não estamos juntos. A minha posição é extremamente correta. É a posição do PSB. Nosso apoio a Aécio é feito em bases sólidas, através de uma aliança programática feita com o nosso partido", justificou.
O senador do PSB disse ainda que fez "sacrifícios" no primeiro turno, ficando isolado dentro do seu partido, para poder apoiar Jackson e Rogério Carvalho (PT) "Eu continuo apoiando essa aliança. Sempre fui um homem correto aos meus aliados. Estou apoiando JB, só saio se ele não quiser meu apoio, mas não sou obrigado a apoiar Dilma só porque Jackson Barreto se elegeu governador. Não assumi compromisso com JB e com Rogério de que estaria no mesmo palanque no segundo turno", ressaltou.
Ele disse ainda que se Aécio vencer a disputa contra Dilma, "vai fazer de tudo para buscar um entendimento entre o novo presidente e Jackson Barreto".
Ontem, no Twitter, Valadares fez uma série de postagens sobre o assunto e insinuou que os posicionamentos contrários a ele neste momento são "pretexto para 2016 e 2018". Abaixo as publicações:
"Ainda está por nascer alguém que me faça recuar diante de uma decisão legítima e consciente tomada, democraticamente, pelo PSB nacional. A decisão do PSB Nacional não compromete a honra nem o nosso passado face à realidade do Brasil de hoje. Não dei a palavra a ninguém sobre o 2° turno. É preciso que se respeite o PSB, que sempre teve uma conduta ética, decente e leal com os seus aliados em várias eleições jamais fugindo da luta. Na reunião do PSB nacional defendi a proposta da liberação total da escolha presidencial. Fui derrotado fragorosamente. Sigo a maioria e ponto. Insinuar que apoiar Aécio é ficar do lado de Eduardo Amorim é querer agradar ao poder e anular o meu papel na vitória de Jackson Barreto. As minhas premonições me avisam: apenas estão inventando pretexto pra 2016 e 2018. Quem viver, verá!"