Valcke volta a criticar o Recife pelo Fifa Fan Fest

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, realizou novas críticas à maneira com que a Copa do Mundo vem sido conduzida no Brasil, principalmente acerca da realização do Fifa Fan Fest; sem citar nomes, mas em referência clara ao Recife – cidade onde a realização do Fan Fest foi suspensa –, o secretário escreveu um texto-resposta à coluna “Carta a messiê Jérôme”, publicada na Folha de São Paulo no último dia 22, afirmando que "no mundo real, contratos são importantes" e que "ninguém forçou o Brasil a sediar a Copa do Mundo de 2014"

jerome valcke
jerome valcke (Foto: Paulo Emílio)
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Pernambuco 247 - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, realizou novas críticas à maneira com que a Copa do Mundo vem sido conduzida no Brasil, principalmente acerca da realização do Fifa Fan Fest. Sem citar nomes, mas em referência clara ao Recife – cidade onde a realização do Fan Fest foi suspensa –, o secretário escreveu um texto-resposta à coluna “Carta a messiê Jérôme”, publicada na Folha de São Paulo no último dia 22, afirmando que "no mundo real, contratos são importantes" e que "ninguém forçou o Brasil a sediar a Copa do Mundo de 2014".

De acordo com o secretário, “o Fan Fest permite a quem não tem ingresso viver de perto a Copa. O custo de sua organização, muitas vezes, é inferior ao do Carnaval”. “A Copa do Mundo é uma parceria entre a Fifa e o país-sede, e o governo federal sempre foi enfático  quanto à importância de incluir os brasileiros no megaevento. Isso vale especialmente para aqueles que não têm ingressos e querem viver de perto a Copa do Mundo da Fifa. É essa a oportunidade que proporciona o Fan Fest”, escreveu Valcke, acrescentando que os custos do Fan Fest eram conhecidos pelas autoridades, que concordaram com a sua realização no ato de assinatura do contrato.

“Gostaria de lembrá-lo que ninguém forçou o Brasil a sediar a Copa do Mundo da Fifa de 2014. O Brasil se candidatou e, ao se informar sobre os requisitos, as autoridades prontamente concordaram e assinaram compromissos”, afirmou Valcke. Na coluna “Carta a messiê Jérôme”, o colunista Xico Sá afirmou que a festa no Brasil não precisa ser “sob placas oficiais, jabás e abadás de patrocinadores”, mas em qualquer lugar. “A rebeldia do Recife, que se nega a bancar a farra copeira, está moralmente correta, seja atitude demagógica ou não do governador Eduardo Campos [PSB], ops, do prefeito Geraldo Júlio [PSB]”, escreveu o colunista.

O evento no Recife foi suspenso no último dia 14, pelo prefeito da cidade, Geraldo Julio. De acordo com o gestor, o orçamento de R$ 20 mihões, provenientes dos cofres públicos, seria melhor utilizado em obras que se tornassem um “legado” para o povo. A festa, entretanto, ainda pode acontecer, caso seja patrocinada por alguma iniciativa privada.

Leia aqui o texto “A festa dos torcedores”, de Jérôme Valcke.

Leia aqui a coluna “Carta a Messiê Jérôme”. 

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