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Valério é homem-bomba na jaula, diz Eliane

O que o explosivo empresário minero fará quando estiver submetido às piores privações? Segundo Eliane Cantanhêde, sua situação inspira cuidados não só ao PT, mas também ao PSDB, pois o elo comum aos dois mensalões é justamente Marcos Valério

Valério é homem-bomba na jaula, diz Eliane (Foto: Edição/247)

247 – Eliane Cantanhêde, colunista da Folha, avalia que, com o julgamento do Ação Penal 470, o Supremo Tribunal Federal abre uma nova fase, em que a associação de engravatados agora também passa a ser enquandrada como qaudrilha. Leia:

247 - Marcos Valério já passou uma curta temporada na cadeia e sofreu muito. A segunda, aparentemente, será muito mais longa. E ele fará o possível para evitar tal sofrimento. Segundo Eliane Cantanhêde, da Folha, o empresário mineiro é um homem-bomba enjaulado, que deveria inspirar cuidados tanto do PT quanto do PSDB. Leia:

Homem-bomba enjaulado

Eliane Cantanhêde

BRASÍLIA - Mesmo depois de condenado e preso, Marcos Valério continuará sendo um homem-bomba, sem compromissos partidários com o PT e pronto a explodir as bases do governo Lula e a aura do próprio Lula. Será, aliás, ainda mais perigoso: um homem-bomba enjaulado. Resta apenas distinguir o quanto ele, de fato, sabe e o quanto ele só chuta.

Um dado fundamental de todo o processo do mensalão é que acaba o julgamento no STF, mas a possibilidade de delação premiada continua valendo. Pela lei, um dos réus, ressentido, infeliz da vida -e Valério é o exemplo mais estridente-, pode muito bem abrir a boca antes, depois e durante a execução da pena. Ou seja, diretamente da prisão.

Novembro chegou e nada de conclusão do julgamento. A dosimetria será retomada nesta semana e, até o fim do mês, Britto sai da presidência do STF, Joaquim Barbosa assume, Teori Zavascki chega e discute-se intensamente quem será o novo ministro na vaga de Britto.

As entradas em cena de Teori e do futuro ministro ganham enorme relevância, possivelmente coincidindo com a fase dos embargos declaratórios (basicamente de forma) e infringentes (que pedem revisão de votos).

O caso do deputado João Paulo Cunha é um bom exemplo. Há controvérsias internas quanto a uma de suas condenações -por lavagem de dinheiro- e os ministros se dividiram. Quase um empate. Vem aí votação de embargo infringente.

Com a viagem do relator e futuro presidente Joaquim, para tratamento de saúde, e dois feriados em novembro, o mês fica bem curto. Depois, vem o recesso do Judiciário e para tudo. O que empurra o processo para 2013 e as prisões para o segundo semestre do ano, sabe-se lá quando.

Depois, vem o julgamento do mensalão mineiro, que pega o PSDB. Apesar de ter sido antes do petista, só chegou ao STF dois anos após. Mas não perde por esperar. O principal ponto em comum entre os dois mensalões, aliás, é o explosivo Valério.