Varejo baiano cresceu 0,6% em julho

O comércio varejista baiano cresceu 0,6% no mês de julho, em comparação com o mesmo período do ano passado. No varejo nacional, as vendas cresceram em 3,1%, em relação à mesma base de comparação; os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia; na Bahia, o suave crescimento nas vendas se deu mais no setor 'Móveis e eletrodomésticos'

O comércio varejista baiano cresceu 0,6% no mês de julho, em comparação com o mesmo período do ano passado. No varejo nacional, as vendas cresceram em 3,1%, em relação à mesma base de comparação; os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia; na Bahia, o suave crescimento nas vendas se deu mais no setor 'Móveis e eletrodomésticos'
O comércio varejista baiano cresceu 0,6% no mês de julho, em comparação com o mesmo período do ano passado. No varejo nacional, as vendas cresceram em 3,1%, em relação à mesma base de comparação; os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia; na Bahia, o suave crescimento nas vendas se deu mais no setor 'Móveis e eletrodomésticos' (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - O comércio varejista baiano cresceu 0,6% no mês de julho, em comparação com o mesmo período do ano passado. No varejo nacional, as vendas cresceram em 3,1%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou variação negativa de 0,9%.

Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Apesar da conjuntura adversa da atividade econômica ainda continuar influenciando o comportamento do setor, o comércio varejista registra, na Bahia, um suave crescimento nas vendas. O segmento de Móveis e eletrodomésticos ditou fortemente o ritmo de crescimento. Esse comportamento se deve a uma combinação de fatores como base de comparação baixa, melhora na massa salarial, controle da inflação e redução da taxa de juros.

Segundo o Banco Central, a taxa média de juros no crédito às famílias cai de 42,0% a.a em julho de 2016 para 36,5% em julho de 2017. Outro aspecto a ser ressaltado é a liberação no mês de julho do segundo lote da restituição do Imposto de Renda, que na Bahia foi expressiva, associado à lei que permitiu o saque dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Análise de desempenho do varejo por ramo de atividade

Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a julho de 2016, revelam que seis dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Móveis e eletrodomésticos (38,6%); Livros, jornais, revistas e papelaria (22,5%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (20,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,4%); Tecidos, vestuário e calçados (8,7%); Combustíveis e lubrificantes (2,2%).

Os segmentos de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos registraram variações negativas de 14,6% e 9,4%, respectivamente. No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variação positiva o subgrupo de móveis e eletrodomésticos com taxas de 23,5% e 44,9%, respectivamente, enquanto Hipermercados e supermercados continua apresentou queda de 15,2%.

Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento positivo das vendas na Bahia, por ordem decrescente têm-se: Móveis e eletrodomésticos, Outros artigos de uso pessoal e doméstico; e Tecidos, vestuário e calçados.

Em julho, o comportamento de Móveis e eletrodomésticos foi determinante para o crescimento nas vendas do setor decorrentes da redução no custo de financiamento, além de influência de uma base baixa de comparação e menor variação de preços. Já o segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico foi o segundo a exercer maior influência para o setor, em razão de o grupo comercializar diversidades de artigos de menor valor agregado.

O segmento de Tecidos, vestuário e calçados exerceu, na Bahia, o terceiro maior peso para o crescimento verificado nas vendas. Esse comportamento é atribuído segundo o IBGE, ao aumento da massa real de rendimentos circulante na economia, além da influência de uma base baixa de comparação.

Contrapondo o comportamento registrado por esses segmentos, tem-se o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que pelo segundo mês consecutivo exerceu a maior contribuição negativa. Segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas, essa atividade vem registrando quedas consecutivas nas vendas desde maio de 2015. Muito provavelmente, esse comportamento ainda se deve ao elevado desemprego, e a queda do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas, influenciado pela piora nas perspectivas em relação à economia.

Comportamento do comércio varejista ampliado

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em julho, crescimento nas vendas de 1,6%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 5,0%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou acréscimo nas vendas de 2,4% em relação a igual mês do ano anterior. Apresentando um recuo de 2,6% nas vendas do segmento nos últimos 12 meses. Em relação ao segmento Material de Construção, as vendas no mês de julho foram positivas em 7,3%, comparado ao mesmo mês do ano de 2016. O resultado desse mês para ambos segmentos é reflexo da inflação mais baixa e juros em queda.

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