Veja: nota zero de Aécio é 'ponto fora da curva'

Depois de classificar o tucano Aécio Neves (PSDB-MG), a quem apoiou abertamente para a presidência da República, como o pior senador do Brasil, com nota zero, a revista da Editora Abril tentou se explicar; disse, em nota, que seu desempenho parlamentar foi afetado pela campanha presidencial, que o afastou do Senado; a revista não informa, no entanto, que os dois primeiros colocados no ranking, os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE) e Lindbergh Farias (PT-RJ), também concorreram a cargos majoritários, disputando os governos de Sergipe e Rio de Janeiro; uma explicação mais plausível é o apoio precoce da Abril a nomes como Geraldo Alckmin ou José Serra em 2018

www.brasil247.com - Depois de classificar o tucano Aécio Neves (PSDB-MG), a quem apoiou abertamente para a presidência da República, como o pior senador do Brasil, com nota zero, a revista da Editora Abril tentou se explicar; disse, em nota, que seu desempenho parlamentar foi afetado pela campanha presidencial, que o afastou do Senado; a revista não informa, no entanto, que os dois primeiros colocados no ranking, os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE) e Lindbergh Farias (PT-RJ), também concorreram a cargos majoritários, disputando os governos de Sergipe e Rio de Janeiro; uma explicação mais plausível é o apoio precoce da Abril a nomes como Geraldo Alckmin ou José Serra em 2018
Depois de classificar o tucano Aécio Neves (PSDB-MG), a quem apoiou abertamente para a presidência da República, como o pior senador do Brasil, com nota zero, a revista da Editora Abril tentou se explicar; disse, em nota, que seu desempenho parlamentar foi afetado pela campanha presidencial, que o afastou do Senado; a revista não informa, no entanto, que os dois primeiros colocados no ranking, os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE) e Lindbergh Farias (PT-RJ), também concorreram a cargos majoritários, disputando os governos de Sergipe e Rio de Janeiro; uma explicação mais plausível é o apoio precoce da Abril a nomes como Geraldo Alckmin ou José Serra em 2018 (Foto: Leonardo Attuch)


Minas 247 - A informação publicada pelo 247 sobre a nota zero dada pela revista Veja ao tucano Aécio Neves (PSDB-MG), num ranking que o classificou como o pior senador do País (leia mais aqui), causou tanto rebuliço nas redes sociais (foram mais de 60 mil compartilhamentos no Facebook até agora), que levou a própria Editora Abril a tentar explicar a saia justa com o candidato que apoiou abertamente na sucessão presidencial.

Em nota, a revista Veja informa que o desempenho de Aécio foi afetado pela campanha presidencial, que teria provocado seu afastamento das atividades parlamentares. "Os mais de 51 milhões de votos obtidos por Aécio na disputa presidencial vencida por Dilma Rousseff, com vantagem de pouco mais de 3 milhões de votos, indicam a relevância e a aprovação por um imenso grupo de brasileiros do trabalho parlamentar do senador mineiro desde fevereiro de 2011, respeitado tanto por companheiros de partido como por opositores", diz a revista. "Sua posição no Ranking do Progresso em 2014 é, portanto, um ponto absolutamente fora da curva."

No entanto, os dois primeiros candidatos nesse ranking elaborado por Veja, os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE) e Lindbergh Farias (PT-RJ), também foram candidatos a cargos majoritários em 2014, aos governos de Sergipe e Rio de Janeiro, sem que isso afetasse seus desempenhos parlamentares.

Uma análise possível para o zero de Veja em Aécio é uma eventual sinalização para 2018, ano em que as elites paulistas apoiariam o governador Geraldo Alckmin ou o senador eleito José Serra para a presidência da República (leia mais em 'Nota zero de Veja em Aécio já o exclui de 2018?').

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Leia, abaixo, a nota da Abril sobre a classificação de Aécio:

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O que explica o mau desempenho de Aécio Neves no Ranking do Progresso?

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O que explica a má colocação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na edição de 2014 do Ranking do Progresso de VEJA em parceria com o Núcleo de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Necon)? Candidato à Presidência desde junho deste ano, Aécio saiu em campanha pelo país, o que evidentemente o afastou de Brasília e da movimentação cotidiana do Senado. Era natural, dada a ausência, imperativa aos candidatos a qualquer cargo, mas sobretudo aos postulantes a presidente, que Aécio fosse penalizado por dedicar menos tempo à atividade legislativa, votando menos do que poderia, por exemplo. Se tivesse votado em todas as ocasiões e aproveitado as oportunidades para fazer mais pronunciamentos e apresentar mais emendas, Aécio apareceria melhor posicionado na listagem. Os mais de 51 milhões de votos obtidos por Aécio na disputa presidencial vencida por Dilma Rousseff, com vantagem de pouco mais de 3 milhões de votos, indicam a relevância e a aprovação por um imenso grupo de brasileiros do trabalho parlamentar do senador mineiro desde fevereiro de 2011, respeitado tanto por companheiros de partido como por opositores. Sua posição no Ranking do Progresso em 2014 é, portanto, um ponto absolutamente fora da curva.

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