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Velomar e Adib sustentaram médica fantasma por cinco anos

Auditoria realizada pela prefeitura de Catalão mostra também que dentistas cumpriam só metade do expediente na prefeitura; uma das profissionais morava no Recife e cumpria sua carga horária com apenas uma semana de trabalho

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Goiás 247_ Auditoria realizada na folha de pagamento da Secretaria de Saúde de Catalão revelou que a médica cardiologista Maria do Carmo Camacho recebeu salários da prefeitura por cinco anos sem trabalhar.

As investigações determinadas pelo prefeito Jardel Sebba também constataram que as dentistas Thais Fayad e Lina Guilardi cumpriram apenas metade da carga horária exigida por lei durante todo o ano de 2012. As irregularidades eram de conhecimento do ex-prefeito Velomar Rios (PMDB).

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Maria do Carmo foi nomeada pela prefeitura em abril de 1996 e atuou em três unidades de saúde do município. Licenciou-se há mais de cinco anos, mas continuou recebendo salários da antiga administração. Seu provimento era de R$ 3.751,99. No dia 21 de janeiro deste ano, a cardiologista foi obrigada a voltar a trabalhar no posto de saúde Irmã Yolanda, no bairro Castelo Branco.

Filha de Nelson Fayad, ex-secretário de Adib, trabalhava de maneira irregular

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Thais Fayad, que é cirurgiã dentista, fez acordo com o ex-secretário Anwar Safatle para substituir as 40 horas de trabalho mensais - previstas no estatuto da prefeitura - por 10 horas em apenas uma semana do mês. O acordo infringiu a lei. Thais serviu à administração entre janeiro e dezembro de 2012, quando pediu licença por razões particulares. Thais é filha do ex-secretário Nelson Fayad, na administração de Adib Elias.

A dentista Lina Guilardi, que mora em Recife, também atuou por quase um ano em Catalão em sistema de condensação de carga horária. As 40 horas mensais eram cumpridas em apenas uma semana por mês. A situação da servidora, que está de férias, será resolvida em março. Ela deverá escolher entre cumprir a carga horária convencional, pedir exoneração ou se licenciar.

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O secretário municipal de Saúde afirmou que vai entregar documentos ao Ministério Público para que se realizem as devidas providências. Ele diz que o ex-prefeito Velomar tinha conhecimento das mudanças autorizadas por Anwar Safatle, que seguiram na contramão da lei.

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