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Velório de Chorão será aberto ao público, em Santos

Fãs começam a chegar no ginásio Arena Santos, onde será realizada a cerimônia; segundo delegado que investiga o caso, o vocalista da banda Charlie Brown Jr., encontrado morto em seu apartamento nesta madrugada, "tinha mania de perseguição"; apresentadora Sonia Abrão, prima de Chorão, disse que ele reclamava de solidão e sofria de depressão profunda

Velório de Chorão será aberto ao público, em Santos (Foto: (181) Luiz Fernando Menezes)

247 – O corpo do cantor e compositor Alexandre Magno Abrão, o Chorão, deixou o Instituto Médico Legal (IML), na zona oeste de São Paulo, na tarde desta quarta-feira 6. O filho de Chorão, Alexandre Abrão, foi até o local levar documentos para que o corpo fosse liberado, mas não deu entrevistas à imprensa. O velório e o sepultamento vão acontecer em Santos, no litoral paulista, onde ele passou a adolescência e formou a banda Charlie Brown Jr.

Prima do cantor por parte de pai, a apresentadora Sônia Abrão disse que Chorão reclamava de solidão e passava por uma depressão profunda. "Faz um tempo que ele estava num processo de depressão muito profunda mesmo. Com o fim do casamento, as coisas pioraram muito para ele", disse Sônia. O segundo casamento de Chorão, com a estilista Graziela Conçalves, durou 15 anos e havia terminado há apenas seis meses. A apresentadora não acredita em suicídio e suspeita que ele tenha tido "uma crise de desespero forte".

Mania de perseguição

Na opinião do delegado Itagiba Vieira, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), também não há indícios de suicídio. Segundo ele, o cantor havia passado por quatro hotéis num período de uma semana. Segundo Vieira, o motorista informou que Chorão estava com "mania de perseguição", que "achava que estava sendo filmado e quebrava tudo". O laudo que determinará a causa da morte deverá demorar ao menos duas semanas.

O apartamento de Chorão, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, foi encontrado completamente revirado nesta manhã. Havia manchas de sangue em alguns objetos e o corpo tinha um dos dedos machucados e parte de uma unha arrancada. Segundo o delegado, "não tem nada que estivesse no lugar" no imóvel, que estava em "processo de deterioração".