Vice-líder de Temer admite: não há como votar reforma da Previdência
Para o vice-líder do governo no Congresso, deputado Benito Gama (PTB), não há condição de se concretizar a expectativa do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que a proposta de reforma da Previdência seja votada já em setembro; Benito diz que "sem dúvida" a vitória de Michel Temer na votação que arquivou o pedido de investigação dá "força" ao peemedebista, mas pondera que o resultado não é indicativo de que Temer teria já garantidos os 308 votos mínimos para aprovar a reforma: "Acho que o ministro Meirelles não pode querer estimar prazos para o Congresso. O parlamento tem seu próprio tempo. Nem mesmo o presidente estipulou um prazo. Ele tem essa consciência"
Bahia 247 - Para o vice-líder do governo no Congresso, deputado Benito Gama (PTB), não há condição de se concretizar a expectativa do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que a proposta de reforma da Previdência Social seja votada já em setembro próximo no plenário da Câmara dos Deputados.
Benito diz que "sem dúvida" a vitória de Michel Temer na votação que arquivou o pedido de investigação contra ele dá "força" ao peemedebista, mas pondera que o resultado não é indicativo de que Temer teria já garantidos os 308 votos mínimos necessários para aprovar a reforma.
"É muito prematuro querer medir força do governo agora para uma votação muito importante e que é completamente diferente da votação do pedido de investigação. Tem deputado que votará pela reforma e votou contra o presidente no relatório da CCJ sobre a denúncia. E da mesma forma há o contrário também. Acho que o ministro Meirelles não pode querer estimar prazos para o Congresso Nacional. O parlamento tem seu próprio tempo. Nem mesmo o presidente estipulou um prazo assim. Falei com Temer na quarta-feira logo depois da votação e ele está tranquilo, mas sabe que não pode ditar o ritmo do Congresso. Ele tem essa consciência", afirmou Benito.
O deputado baiano avalia que não se pode fazer nenhuma estimativa para reforma da Previdência antes de a Câmara decidir sobre a reforma política, cuja tramitação está em fase final e deve ser votada em 15 dias.
"Temos que esperar passar pelo menos mais uns 15 dias. Somente depois da reforma política é que a gente vai poder sentar para discutir a Previdência. A pauta é reforma política. A Câmara está com dedicação total a isso. O Brasil só vai voltar a ter normalidade depois das eleições de 2018, e precisamos preparar bem essas eleições. Precisamos fazer um bom trabalho".