Vital promete o que não conseguirá cumprir

Ao receber oficialmente, nesta quarta 2, as 15 mil pginas e 40 volumes digitalizados do inqurito da Operao Monte Carlo, presidente da CPI do Cachoeira se compromete em manter sigilo; ele anunciou que ir comparar o material que tem nas mos com o que o foi publicado com exclusividade, semana passada, por 247, para entender o que j publico e o que, ainda, segredo

Vital promete o que não conseguirá cumprir
Vital promete o que não conseguirá cumprir (Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR)
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247 – O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), tem uma missão quase impossível pela frente. Ele se comprometeu nesta quarta-feira 2 a impedir o que considerou ser um “constrangimento”: novos vazamentos de informações do inquérito da Operão Monte Carlo. O compromisso com o sigilo foi reafirmado no momento em que o senador, pela manhã, recebeu de oficiais de Justiça a íntegra digitalizada do inquérito da PF, que estava em poder do Supremo Tribunal Federal. O conjunto tem 15 mil páginas e 40 volumes.

Com o compromisso de manter sigilo sobre o inquérito, ele demonstrou especial atenção à publicação com exclusividade por Brasil 247, na sexta-feira 27, de sete volumes do inquérito da PF e da manifestação do procurador geral da República Roberto Gurgel. “Vou determinar a conferência do material que veio a nós com o material que foi vazado. Aquilo que é domínio público já do que temos em sigilo. Estamos estudando mecanismos para que não sejamos constrangidos com qualquer tipo de vazamento”, afirmou. Além disso, prometeu tomar as “medidas necessárias” para evitar novas divulgações.

O ministro Ricardo Levandowiski, que determinou o envio do inquérito à CPI, também autorizou Rêgo a compartilhar o material com a Comissão de Ética do Senado e a Comissão de Sindicância criada na Câmara para apurar o envolvimento de deputados com o contraventor Carlinhos Cachoeira. “Vou aguardar as solicitações dessas outras comissões. Se elas mantiverem os compromissos de manter o sigilo dos documentos, a CPMI vai deliberar e decidir se destina o material”, disse.

 

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