Você já experimentou?

Sempre gostei de testar coisas, curiosidade que sempre é relatada por minha progenitora. Se não fosse tão disperso, eu acho que seria um cientista

Sempre gostei de testar coisas, curiosidade que sempre é relatada por minha progenitora. Se não fosse tão disperso, eu acho que seria um cientista. Se bem que atualmente tenho um hobby de “alquimista”, mas não é algo em que eu possa dizer que corra riscos. Eu gosto mesmo é de arriscar. O curioso infantil é o experimentalista do futuro, abram o olho mamães e incentivem a curiosidade do seu filho.

Não sei se sou nerd, hipster, geek ou sei lá o quê, mas tenho uma certeza de que gosto de novidade, uma coisa nova que me estimule e não uma aula de informática que eu tinha aos 15 anos, com um computador de tela verde e que o único barulho que fazia era quando errávamos o comando... piiiiii.

Eis que veio o Windows e Bill Gates fez a minha cabeça, uma tela colorida se mexendo, música, caixas de som, clique no mouse, feedback, sinestesicamente empolgante. Outra coisa fantástica, um lugar onde eu podia escrever e apagar sem ter que usar borracha, desenhar qualquer bobagem... Enfim, esse era o verdadeiro papel da informática: divertir, distrair e democratizar o acesso.

Dez anos depois vieram a internet discada e o modem sampleado por Lenine na música que não lembro o nome, mas é do disco “O Dia em que faremos contato”. Lembro que eu vendi computadores e todo mundo começou a pedir um acessório chamado “placa de fax-modem”, pra torrar a grana de impulsos telefônicos. Às vezes eu tinha que abafar de alguma forma o barulho da placa, pois minha mãe já sabia que aquilo ia “alterar” a conta de telefone.

Mais uma década passa e chega banda larga e com ela as lanhouses, pois nem todo mundo tinha acesso privado à novidade. O valor era o mesmo de hoje ou um pouco mais caro, mas a dificuldade era a falta de estrutura para as conexões, que hoje ainda existe, é bom que se diga. Lógico que em menor escala.

Por muito tempo, o mecanismo de busca NÃO era o Google e lembro que a primeira pessoa a falar dele publicamente foi o escritor Mário Prata. Fui testar e achei muito ruim, eu usava o Altavista e o Cadê. O assunto que mais era procurado por internautas eram os programas de distribuição de MP3, os famosos P2P.

Sobre a distribuição de MP3, temos que dar um destaque, pois a indústria fonográfica sofreu uma mudança muito grande. O que era muito fácil de ganhar dinheiro com a venda de CDs, não era mais, pois inventaram uma maneira de diminuir o tamanho dos arquivos de música sem perder a qualidade do áudio. Funcionava como se fosse uma rede social de trocas de arquivos de música e os programas mais usados eram o Napster, Audiogalaxy e Kazaa. O primeiro foi processado por Metallica e Madonna e não segurou a pressão. Hoje vende música respeitando os direitos autorais.

Pulando alguns anos dessa época, meados de 2004 surge o Facebook, que não foi a primeira rede social criada. Em 2002 apareceu o Friendster, mas com o crescimento vertiginoso a estrutura técnica não suportou e os internautas correram pra outras que estavam surgindo (Myspace, Orkut e Facebook), criando assim um novo nicho para o mercado cibernético.

O Facebook surge de forma avassaladora no Brasil por volta de 2009, quando já usávamos muito o Orkut, de propriedade da Google, maior concorrente do FB até então. No final de 2011 a rede social de Mark Zuckerberg ultrapassa o seu concorrente e se torna a maior rede social de usuários brasileiros.

Hoje, 845 milhões de pessoas no mundo usam o “Feice”, em sua grande maioria pelo celular, tablet ou algum outro dispositivo móvel. Ou seja, “vivem” na rede por uma simples mensagem emocional que o cérebro enviou ao internauta, a curiosidade que transformou em experimentação.Como perguntava Jimi Hendrix na música “Are You Experienced?”

“But first, are you experienced?

Uh-have you ever been experienced?

Well, I have”

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