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Wagner: ‘Dilma vai percorrer o País em defesa de seu mandato’

O ministro do Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, disse nesta sexta-feira que o governo vai continuar trabalhando para provar a inocência da presidente Dilma Rousseff, e que o processo de impeachment deve ser analisado com mais tempo pelo Senado; Wagner disse ainda que Dilma não vai ficar "confinada no Alvorada" durante o período de até 180 dias que ela poderá ser afastada caso o impeachment seja aprovado pelo plenário do Senado; "Ela vai defender o seu mandato junto à sociedade"

Bras�lia - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner concede entrevista coletiva ap�s reuni�o com o vice presidente Michel Temer (Valter Campanato/Ag�ncia Brasil) (Foto: Romulo Faro)
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Bahia 247 com Agência Brasil - O ministro do Gabinete da Presidência da República, Jaques Wagner, disse nesta sexta-feira (6) que o governo vai continuar trabalhando para provar a inocência da presidente Dilma Rousseff, e que o processo de impeachment deve ser analisado com mais tempo pelo Senado.

Wagner repercutiu a aprovação, por 15 votos a 5, do parecer que recomenda a admissibilidade do processo. Na próxima semana, o plenário do Senado vai analisar se ratifica a decisão da comissão e afasta Dilma ou não.

"Vamos continuar trabalhando para provar a inocência da presidenta Dilma e também a existência de manipulação do processo ocorrida na Câmara dos Deputados. Temos certeza de que, com mais tempo para o exame do Senado, a inocência dela ficará evidente", disse Wagner.

O ministro disse ainda que Dilma não vai ficar "confinada no Alvorada" durante o período de até 180 dias que ela poderá ser afastada caso o impeachment seja aprovado pelo plenário do Senado. "Ela vai defender o seu mandato junto à sociedade."

Em referência ao afastamento nessa quinta-feira (5) do deputado Eduardo Cunha do seu mandato e da presidência da Casa, Jaques Wagner lembrou que o governo pretende questionar o processo junto ao Supremo Tribunal Federal. "Vamos também agir junto ao STF mostrando que o processo chegou viciado ao Senado", disse.