Wagner não sabia da demissão de seu indicado

Demissão de Neville Chamberlain da Superintendência de Construção da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) foi cercada de polêmicas e desagrados; deputado João Leão (PP-BA) diz que saída do técnico foi injustiça: "Quer dizer como fazem isso sem comunicar ao governador?"

Wagner não sabia da demissão de seu indicado
Wagner não sabia da demissão de seu indicado (Foto: Divulgação)
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Bahia 247

O governador Jaques Wagner (PT) realmente não vive um bom momento político. Além das greves e das vaias, vira e mexe a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, vendida como um dos maiores investimentos dos últimos tempos na Bahia, também dá dor de cabeça ao líder petista nordestino. A demissão de Neville Chamberlain, sua indicação, para a Superintendência de Construção da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), foi cercada de polêmicas e desagrados.

O afastamento de Neville da função, provocado pelo presidente da Valec, estatal que administra a Fiol, José Eduardo Castello Branco, pegou de surpresa a bancada baiana de deputados federais que saiu em defesa do técnico, ex-funcionário do Derba, autarquia da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

Na sexta-feira (11), por exemplo, o deputado federal, João Leão (PP), ex-secretário da Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra), criticou a saída de Neville ao classificar o fato como uma "injustiça".

Ele reiterou que seu apadrinhamento pelo governador não teria motivação política, mas técnica por ser um quadro de carreira com ampla experiência no governo. "Durante a convivência na Secretaria ele foi um técnico que exercia seu trabalho com grande responsabilidade, de forma decente e honesta", disse Leão. O parlamentar confirmou a insatisfação, fato publicado em nota na coluna Radar Online, da revista Veja.

"A bancada baiana tomou conhecimento disso durante a reunião da Valec com o Ibama na última quarta-feira e eu me pronunciei veementemente contra, sendo seguido pelos outros", contou.

Leão disse que escreveu uma correspondência para o governador comunicando o fato, "que passou a ter conhecimento naquele momento. Quer dizer como fazem isso sem comunicar ao governador?", questionou.

Nos bastidores, as informações são de que um técnico do estado do Ceará substituiria o baiano no cargo. "Esse pode até ser uma sumidade, mas duvido que seja melhor do que Neville. O governador tem que resolver isso com a presidente Dilma, ministra do Planejamento (Miriam Belchior) e o ministro dos Transportes (Paulo Sérgio)".

O presidente estadual do PT Jonas Paulo, descartou que Neville seja quadro político do PT e não comenta sua saída, mas afirma que o PT da Bahia indicaria cargos para a Valec, sinalizando para a possibilidade que um baiano deve ocupar um grande cargo na empresa.

Ele lembrou que ainda existem pequenas pendências a serem resolvidas na distribuição dos cargos federais.

Há cerca de quatro meses, durante repercussão de matéria da revista Veja, que o apontava como um dos políticos que teria intercedido pela não saída de Neville, o governador disse que não trabalhou para isso, no entanto defendeu o ex-servidor da Seinfra.

"Neville é um técnico que está na área ferroviária há 25 anos", disse. Na época, uma reportagem apontou o ex-superintendente de ser próximo de empreiteiras e como suspeito de praticar irregularidades.

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