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Wagner: 'pedir impeachment é forçação de barra'

Ministro Jaques Wagner (Defesa) classifica como "forçação de barra" o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff por partidos de oposição e por populares; "Não adianta querer colar nessa senhora as questões que dizem respeito à ética na política. Sinceramente, é forçação de barra", diz o ex-governador da Bahia; para Wagner, o governo convive bem com as manifestações, mas "fica surpreso com os protestos", por achar que está fazendo tudo certo; "Acontece que a rua também vai evoluindo. O governo incluiu 40 milhões, mas não pode viver dessa conversa a vida inteira"

Ministro Jaques Wagner (Defesa) classifica como "forçação de barra" o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff por partidos de oposição e por populares; "Não adianta querer colar nessa senhora as questões que dizem respeito à ética na política. Sinceramente, é forçação de barra", diz o ex-governador da Bahia; para Wagner, o governo convive bem com as manifestações, mas "fica surpreso com os protestos", por achar que está fazendo tudo certo; "Acontece que a rua também vai evoluindo. O governo incluiu 40 milhões, mas não pode viver dessa conversa a vida inteira" (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Membro do núcleo político do Planalto, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, classifica como "forçação de barra" o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) por partidos de oposição (sobretudo o PSDB) e por populares. "Não adianta querer colar nessa senhora as questões que dizem respeito à ética na política. Sinceramente, é forçação de barra", disse o ex-governador da Bahia em entrevista à revista Época.

Para Wagner, o governo convive bem com as manifestações, mas "fica surpreso com os protestos", por achar que está fazendo tudo certo. "Acontece que a rua também vai evoluindo. O governo incluiu 40 milhões, mas não pode viver dessa conversa a vida inteira".

Sobre o reflexo das investigações da Operação Lava Jato no PT, após a prisão do tesoureiro João Vaccari Neto, Jaques Wagner sugeriu não ser possível "encontrar um partido que seja detentor de toda a pureza imaginada".

Para o ministro, uma responsabilidade do PT "foi não ter feito, assim que chegou ao poder em 2003, a reforma política e mudado a máquina de fazer política do país".

Wagner não deixa claro se acredita que a reforma política reduz a corrupção, mas destaca que a democracia depende da transparência de instituições e que hoje não vê nenhum partido que possa se dizer dono da ética. "Nós sempre fomos pregadores disso. O choque maior, em relação ao PT, é que o pecado do pregador é muito mais dolorido que o pecado do pecador".

O ministro da Defesa também criticou a dicotomia sobre o projeto da terceirização, porque "toda vez que você bota um dogma e dicotomiza, 'terceirização sim ou não', acabou a conversa". E ainda falou sobre o corte no orçamento que terá de ser feito para ajustar as contas do governo. "A presidente não bateu o martelo. Tudo aponta para um corte de 50%", adiantou Wagner, que destacou a manutenção de projetos estratégicos.

São eles a compra dos caças suecos Gripen e o submarino nuclear, tocado por um braço da Odebrecht, empreiteira envolvida na Operação Lava Jato.

Wagner disse não sentir impacto da operação no projeto, por estar preocupado em preservar a economia. "Se você descobriu uma laranja podre no saco, duas, três, quatro, dez, tira, joga fora para não contaminar. Mas não pode pegar o saco inteiro, com 95%, 97% de laranjas boas e jogar fora".