Walter Torres revela que Paulo Nobre era sócio da Arena em 2008

Vice-presidente na época, Paulo Nobre teria entrado no esquema 'meio a meio' para reformar o Palestra Itália que será inaugurado neste dia 19

Vice-presidente na época, Paulo Nobre teria entrado no esquema 'meio a meio' para reformar o Palestra Itália que será inaugurado neste dia 19
Vice-presidente na época, Paulo Nobre teria entrado no esquema 'meio a meio' para reformar o Palestra Itália que será inaugurado neste dia 19 (Foto: Luis Mauro Queiroz)

Por Neto Roberti, do Futnet

Às vésperas de estrear na Allianz Parque, a nova Arena do Palmeiras, o clube paulista vê seu presidente metido em polêmicas quando o assunto é a nova casa. Isso porque Paulo Nobre, o mandatário, e Walter Torres, dono da construtora WTorres, que levantou a Arena Multiuso brigam na Câmara de Arbitragem por conta de divergências no contrato


Contudo, em 2008, os dois quase se tornaram sócios. Pelo menos é isso que admite Walter Torres, dizendo que Nobre era sócio na construção da Arena. O presidente, no entanto, negou. Ele admitiu que cogitou entrar como sócio no projeto que previa a reforma do estádio, mas que foi desaconselhado por uma consultoria, logo, não se tornou sócio da W.

"A operação começou com ele sendo meu sócio em 2008. Ele não queria que divulgasse, porque era parte da diretoria. Nasceu com a ideia de ser sócio meio a meio. Deu certo no começo, mas, em um determinado momento, analisando os números, ele não quis mais entrar, apesar de ter dado a sua palavra. O Nobre concluiu depois que não seria um bom negócio. O mesmo negócio que hoje ele não julga bom para o clube. Quem cuida do dinheiro dele achava que teria uma taxa de retorno baixa, mas ele era sócio. Não ficou de procurar investidores, não. Essa é a verdade. Não há nada de mais em falar a verdade. Mas isso já foi e é passado", disse Walter.

"Imagina! Quando fui vice-presidente, me predispus a procurar investidores para a Arena, porque ela era chamada de Arena de papel. Isso nos deixava chateado. Eu me coloquei à disposição para buscar investidores no mercado e, em última análise, usar investimentos próprios para sair do papel e virar a coisa maravilhosa que virou. Contratei um banco para fazer um estudo de viabilidade econômica. Mas comprar a Arena, não. Se eu não achasse investidores, colocaria meu patrimônio, mas fui desaconselhado por quem fez o estudo, pelo custo de oportunidade que tinha no mercado e pelo tipo de investimento que estou acostumado a fazer. As pessoas acharam que não era o meu perfil. E também me aconselharam a tomar cuidado ao trazer investidores, porque se não ocorresse de forma correta eu teria de honrar. Foi isso", retrucou Nobre.

Sobre a briga na Câmara de Arbitragem, Nobre deixou claro que os processos não são problemas pessoais e que isso não afetará a realização dos jogos e eventos na Arena. "É (uma disputa) entre Palmeiras e WTorre. Ele (Walter) é o dono da WTorre, e eu estou presidente do Palmeiras. Vou defender sempre, independentemente de qualquer coisa, os interesses do clube e o que acho certo. Vou brigar sempre que achar que o clube está sendo prejudicado. Se há divergência, existe um tribunal arbitral pra definir", disse o presidente.

Walter adotou o mesmo discurso, diz que mantém relação cordial com o presidente e que os problemas são entre empresa e clube. "Falo muito bem com ele. Não temos mais o que discutir. A Justiça está discutindo por nós. Nós nos damos muito bem. Só tenho uma visão: quero fazer o melhor possível para o clube e, por tabela, para mim também. Temos uma visão de negócio da Arena", garantiu.

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