Wellington Dias: ‘eu acredito no Brasil, por isso defendo Lula livre’

"Eu acredito no Brasil e defendo o Lula livre porque ele representa uma liderança que colocou o mundo para dialogar na mesma mesa", disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que também lamentou a proibição de visitas ao ex-presidente; "No regime militar (1964-1985), vereadores, intelectuais, familiares e advogados podiam visitar os presos. Foi com base na lei que pedimos para visitar Lula"

O governador do Piauí, Wellington Dias, participa de debate sobre energia eólica no país, durante a 6ª edição do Brazil Windpower (Fernando Frazão/Agência Brasil)
O governador do Piauí, Wellington Dias, participa de debate sobre energia eólica no país, durante a 6ª edição do Brazil Windpower (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rede Brasil Atual - "Eu acredito no Brasil e defendo o Lula livre porque ele representa uma liderança que colocou o mundo para dialogar na mesma mesa", disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Ele participou do programa Entre Vistas, da TVT, apresentado pelo jornalista Juca Kfouri – ainda sem data para ir ao ar. O governador falou sobre a conjuntura nacional e regional e criticou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detido na Sala de Estado-Maior da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

Dias lamentou o posicionamento da Justiça de execução penal local que vem impedindo sucessivamente visitas à Lula. Ele mesmo foi barrado no dia 10 deste mês, ao lado de 10 governadores e três senadores da República. "No regime militar (1964-1985), vereadores, intelectuais, familiares e advogados podiam visitar os presos. Foi com base na lei que pedimos para visitar Lula. O Código de Processo Penal prevê o direito do preso de receber visitas", disse.

Para o governador, a manutenção da prisão do ex-presidente é perigosa para a democracia. "Não há presídio que consiga prender um líder como Lula. Ele é muito maior e cada vez mais as instituições estão ficando pequenas. Falamos de um país, temos que nos tocar. O Judiciário que historicamente tinha de 70% a 80% de confiança do povo, agora está abaixo de 40%. O Legislativo 12%, quando muito. O Executivo, com Michel Temer (MDB), 4%. Olha o perigo: as forças armadas têm 71% de aprovação. Por isso levo o tema muito a sério", disse.

Para ele, a rapidez da decretação da prisão, sem trânsito em julgado, fere princípios constitucionais. "Defendo a Constituição, o artigo 5º. Alguém vai ter de dizer que esse artigo é inconstitucional. Se ele não for, não é o parlamento nem o Supremo que vão poder falar. É cláusula pétrea. Só uma constituinte pode fazer isso", disse.

Futuro

Dias defendeu que o desenvolvimento do Brasil deve voltar a ser a foco da política. "Estamos em um momento de intolerância, dividindo famílias pelo ódio. As comunidades, as empresas estão divididas. Por essa coisa ruim que é o ódio. E em um momento extraordinário do Brasil, o Piauí só cresce e se nós podemos, o Brasil também pode. Temos que voltar com a pauta Brasil".

O governador é candidato à reeleição em seu estado e pesquisas apontam para larga vantagem sobre os concorrentes, podendo consagrá-lo vencedor ainda no primeiro turno, o que o faria ser chefe do Executivo local pela quarta vez. "Trabalho todos os dias para honrar a confiança dos piauienses. O nível de aprovação é resultado de um conjunto de esforços, do trabalho de uma equipe que se dedica em busca de melhorias para o Piauí", disse.

Isso não significa que o governador não encontra oposição. Hoje, Dias acumulou mais uma vitória, desta vez na Justiça. A 7ª Vara Cível de Teresina determinou a retirada de outdoors espalhados pela cidade por policiais civis com a frase "A violência do Piauí tem nome" e a foto do governador. Para Dias, a Justiça entendeu a manifestação, de alguns servidores, como "desmedida".

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