Whitney: auge e declínio de uma recordista

Morta aos 48 anos, cantora chegara ao topo da Bilboard 30 vezes, vendera 200 milhes de discos e tinha seis Grammys; considerada a cantora soul mais bem sucedida da histria

Whitney: auge e declínio de uma recordista
Whitney: auge e declínio de uma recordista (Foto: Courtesy Warner Home Video Copyright 2004/REUTERS)

Cassius Oliveira _247 – Na noite deste sábado, o mundo da música perdeu uma de suas vozes mais grandiosas. Whitney Houston foi encontrada morta aos 48 anos de idade em um quarto de hotel na Califórnia, uma noite antes da entrega do Grammy, maior prêmio da música americana. Nos anos 80 e 90, a cantora era considerada pela indústria fonográfica uma verdadeira fonte de sucesso. Com um estilo inspirado no gospel, a artista encantou o mundo inteiro com um timbre inigualável. Além de se destacar como cantora de R&B e soul, Whitney também atuou no cinema e fez carreira como modelo.

Em seu primeiro disco, lançado em 1985, a cantora já conseguiu um estrondoso sucesso. E "Whitney" se tornou o álbum de estreia mais vendido por uma artista feminina de todos os tempos com os hits "Saving all my love for you" e "How will I know". O disco já colhia seus frutos no ano seguinte, quando a cantora ganhou o Grammy com "Saving All My Love For You". Ela ainda foi escolhida a artista do ano pela revista Billboard. Em toda a sua carreira, a diva vendeu aproximadamente 200 milhões de álbuns e chegou 30 vezes ao topo das paradas da Billboard, além de ter ganhado seis Grammys e 22 American Music Awards. No fim dos anos 1980, já havia se tornado uma das artistas mais vendidas do mundo e a cantora soul mais bem-sucedida da história.

O auge veio juntamente com sua estreia em Hollywood. Em 1992, ela estrelou “O Guarda Costas”, sucesso de bilheteria que arrecadou mais de 150 milhões de dólares. A produção colocou a artista novamente no topo das paradas, com a canção-tema 'I Will Always Love You'. O princípio do declínio de Whitney Houston aconteceu após dois filmes estrelados pela artista. 'Falando de Amor' e 'Um Anjo em Minha Vida', que também derivaram em álbuns de trilhas sonoras, foram lançados em 1995 e 1996 respectivamente. No entanto, nesta época Whitney havia começado a usar excessivamente drogas como cocaína, maconha e medicamentos. A queda aconteceu juntamente com seu casamento problemático com o rapper Bobby Brown, uma união recheada de consumo de drogas, álcool, violência e brigas. Devido ao seu vício, a cantora internou-se duas vezes em clínicas de reabilitação. Em 2009, precisou interromper sua turnê europeia devido a problemas de saúde.

Neste ano, já totalmente livre das drogas, Whitney Houston preparava uma volta por cima e o lançamento de um novo álbum. Ao saber a notícia de sua morte, Bobby Brown não cancelou o show que faria na noite deste sábado, mas fez diversas declarações de amor à ex-mulher. “Eu gostaria de dizer que eu te amo, Whitney! A coisa mais difícil para mim foi subir neste palco esta noite”, disse o cantor durante a festa que antecede o Grammy. Muitas celebridades lamentaram o falecimento da cantora pelo Twitter. “Sem palavras. Apenas lágrimas #DearWhitney”, escreveu Rihanna em seu perfil oficial no microblog. “Devastador demais. Nós sempre a amaremos, Whitney, R.I.P.”, postou Katy Perry.

Menos de 24 horas depois de sua morte, a cantora já surgiu no topo da lista dos álbuns mais vendidos do iTunes. Nos Estados Unidos, dos dez discos mais comercializados, The Greatest Hits, lançado em 2000, é o líder. Outros álbuns que compõem a lista dos 10 mais são Whitney Houston, de 1985, e The Bodyguard – trilha sonora do filme –, de 1992. Na lista das músicas mais vendidas, “I Will Always Love You” lidera.

 




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