Zezinho: "criamos ambiente melhor" na Saúde

O secretário de Estado da Saúde, José Sobral, concedeu entrevista nesta segunda (9), na 103 FM, onde fez uma avaliação dos 70 dias em que está à frente da pasta da Saúde e abordou outros temas como: superlotação do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), as investigações do incêndio ocorrido na Central de Logística (Celog) da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o êxito do Programa Mais Médicos em Sergipe e a importância da união entre todos os servidores para fortalecer a assistência ao usuário do SUS

O secretário de Estado da Saúde, José Sobral, concedeu entrevista nesta segunda (9), na 103 FM, onde fez uma avaliação dos 70 dias em que está à frente da pasta da Saúde e abordou outros temas como: superlotação do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), as investigações do incêndio ocorrido na Central de Logística (Celog) da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o êxito do Programa Mais Médicos em Sergipe e a importância da união entre todos os servidores para fortalecer a assistência ao usuário do SUS
O secretário de Estado da Saúde, José Sobral, concedeu entrevista nesta segunda (9), na 103 FM, onde fez uma avaliação dos 70 dias em que está à frente da pasta da Saúde e abordou outros temas como: superlotação do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), as investigações do incêndio ocorrido na Central de Logística (Celog) da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o êxito do Programa Mais Médicos em Sergipe e a importância da união entre todos os servidores para fortalecer a assistência ao usuário do SUS (Foto: Valter Lima)

ASN - O secretário de Estado da Saúde, José Sobral, concedeu uma entrevista na manhã desta segunda-feira, 09, na 103 FM, onde fez uma avaliação dos 70 dias em que está à frente da pasta da Saúde e abordou outros temas como: superlotação do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), as investigações do incêndio ocorrido na Central de Logística (Celog) da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o êxito do Programa Mais Médicos em Sergipe e a importância da união entre todos os servidores para fortalecer a assistência ao usuário do SUS.

Inicialmente, o secretário falou sobre o incêndio ocorrido na Celog, ocorrido no mês de fevereiro, e destacou que não houve desabastecimento na Rede e que os trabalhos de perícia continuam.

“Já fizemos um inventário de tudo que foi danificado. Todas as instituições de controle já estão em atividade. O laudo inicial do Corpo de Bombeiros identificou uma falha elétrica. Mas não sabemos ainda o concreto porque o prazo está em andamento e todas as providências pela SES foram tomadas. Conseguimos segurar o abastecimento da Rede, principalmente no Huse, que é um ponto crítico do nosso trabalho, manter o fluxo normal e, graças a Deus e ao trabalho dedicado de todos os servidores, superamos esse momento delicado”, destaca José Sobral.

Ainda de acordo com o gestor, “já estão chegando novos medicamentos e encontramos o local adequado para reinstalar toda a parte de almoxarifado com materiais de risco. Fizemos várias pesquisas. Já estamos providenciando a transferência integral com segurança patrimonial, com vistoria do Corpo de Bombeiros, para dar tranquilidade aos servidores e aos usuários. Já estamos recompondo progressivamente os medicamentos antibióticos e psicotrópicos”.

Avaliação

Ainda na entrevista, José Sobral fez uma avaliação dos 70 dias em que se encontra no comando da Secretaria de Estado da Saúde. Para ele, otimismo, dedicação e comprometimento em conjunto são atitudes fundamentais para garantir o êxito dos trabalhos.

“Somos otimistas. Viemos com a expectativa de criar um ambiente melhor de trabalho para profissionais e oferecer melhores condições de assistência ao usuário. Nesse pouco temos, dá para notar uma mudança de pensamento através do planejamento e integração das equipes. Um bom exemplo foi o Carnaval. No Huse, a previsão era atender a 3000 usuários e recebemos 1798 usuários. Isso aconteceu porque a Rede funcionou a contento, a dinâmica das equipes foi fundamental e, principalmente, a integração com Aracaju foi importante com o funcionamento das UPAs”, comentou o secretário.

“Tivemos também a tragédia em Laranjeiras. O tempo resposta do Samu iniciou com 5 minutos e, em 20 minutos, 10 viaturas já estavam transferindo as vítimas para o hospital. A integração do trabalho entre as equipes é muito proveitosa. Ficamos felizes porque temos profissionais integrados. Se não houver integração, não tem sucesso. Temos que fazer esforço concentrado e esquecer bandeiras porque o mais importante é a saúde do paciente, integrar para atender melhor. Esse é o caminho. Precisamos de mais recursos e aprimorar sempre a logística. Tamanho é o volume de trabalho de toda a equipe. Temos alguns projetos e vamos colocar em prática”, resumiu.

O secretário ainda destacou sobre as dificuldades do Estado para custear a Saúde como um todo. “Estivemos em Brasília semana passada com os secretários Nacionais de Saúde e eles viram que o nosso orçamento de 2014 para 2015 aumenta em 2%, em 2 bi, e engessa 4%, por conta das emendas impositivas. Não teremos um superávit de recursos e hoje sobrevivemos com repasse do teto MAC com 16 milhões por mês, mas aportamos 53 milhões por obrigações, mas o estado sempre complementa com 4 milhões a mais. 72% das despesas em Saúde decorrem do Governo do Estado. O problema é em todos os estados. Precisamos encontrar uma solução para garantir e comparecer o repasse mês a mês. Estamos trabalhando para dar regularidade para isso”, apontou.

Huse

José Sobral voltou a destacar sobre a importância de se ter uma atenção básica em plenitude para evitar a superlotação do Huse. “O Huse é uma instituição extremamente complexa. São 570 leitos funcionando com urgência e emergência, pediatria, verde trauma, azul. A ala azul acode as pessoas que não deveriam estar lá em tese mas, sim, na Atenção Básica. É a porta de entrada do Huse e a mais superlotada. As pessoas buscam a segurança do atendimento e a certeza que o hospital está aberto, mesmo não sendo direcionado para baixa complexidade. Esperamos que a regularidade dos Hospitais Regionais e das UPAs se mantenham para não trazer carga máxima para o Huse, deixando o atendimento somente para alta complexidade e para o trauma”, ressaltou.

Ainda segundo o gestor, “na saúde existem algumas terminologias, uma dessa é a regulação, ou seja, retirar um paciente de um hospital e encaminhá-lo para uma unidade que atenda ao seu perfil de complexidade. Temos que melhorar os atendimentos para que as pessoas que cheguem ao Huse, de fato, tenham o atendimento que precisa. Saúde não se faz sozinho. Não tenho pretensão de fazer um ato positivo se os servidores não tiverem boa vontade. Encontramos pessoas extraordinárias e a integração de todos é muito importante”, complementou.

Mais Médicos

O secretário José Sobral participou da entrevista na 103 FM acompanhado pela coordenadora Estadual do Programa Mais Médicos, Monalisa Fonseca. Na ocasião, ela fez um balanço da adesão dos municípios nos Programas de Provisão de Médicos do Ministério da Saúde (Projeto Mais Médicos para o Brasil e Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica - Provab).

“Esse ano de 2015, os municípios fazem a adesão aos programas e o médico que decide qual vai participar e se vincular. Dentro dos 31 municípios elegíveis que Sergipe tinha, conseguimos uma adesão de 27 municípios. Eles entenderão que a proposta é positiva, como já vem entendendo há um bom tempo, fazendo com que a adesão chegue à Atenção Básica e que seja uma porta resolutiva para que os usuários comecem a utilizar. Hoje, Sergipe possui 633 equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e, dessas, 205 são compostas por profissionais do Mais Médicos e do Provab, chegando a 35% das equipes e uma cobertura de 90% em todo o Estado. São 46 municípios que fazem parte dos programas”, esclareceu Monalisa Fonseca.

Ainda de acordo com a coordenadora, “semana que vem teremos a terceira chamada. O primeiro edital prioriza primeiramente os médicos brasileiros e o Ministério da Saúde ofereceu em todo o Brasil 4.165 vagas, com tivermos a inscrição de 15.647 médicos brasileiros destinados a trabalhar em todo o Brasil. Os gestores e os usuários aprovam os dois programas. Fazemos o acompanhamento dentro da Coordenação Estadual de Atenção Básica, onde tem uma comissão composta por técnicos do Ministério da Saúde, Estado e Universidade Federal de Sergipe”.

Monalisa Fonseca destacou ainda que “não adianta ter apenas a figura do médico efetivamente sem toda a equipe de Atenção Básica não se somar para fortalecer o trabaho em conjunto. É preciso ter a equipe interligada para ter uma efetiva resolução dentro da Atenção Básica. O edital para o Mais Médicos e para o Provab é o mesmo. No Mais Médicos, o profissional tem vinculação de 3 anos no município, realiza cursos de especialização dentro da área de saúde da família e da comunidade, recebendo bolsa formação do Ministério da Saúde e realizando cursos de aperfeiçoamento e especialização. No Provab a vinculação é de 1 ano com curso de especialização e pontuação de 10% dentro da residência médica. Sem dúvida, dois importantes programas que só fortalecem a assistência ao usuário do SUS”.

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