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Zezinho: "discutir eleição agora é inoportuno; não se deve fazer intrigas"

Para o deputado do PMDB, abrir o debate sobre a formação de chapa majoritária e montagem de aliaças, como sugerido pelo vereador Robson Viana (PMDB) é uma atitude açodada; "nós temos que trabalhar é o ano de 2013, concluir a obra de Marcelo Déda, ajudá-lo e não procurar fazer intrigas. Não é momento disso. A gente deveria agora, num momento difícil de finanças do Estado, de discussão do aumento do funcionalismo público, em comum acordo, se debruçar, dar as mãos e ajudar o Governo a resolver. A questão política é em 2014. Não dá para se falar nisso agora, mesmo porque também temos que respeitar o estado físico de Marcelo Déda", afirma

Zezinho: "discutir eleição agora é inoportuno; não se deve fazer intrigas"

Valter Lima, do Sergipe 247 - Na contramão do que tem sido defendido por integrantes do PMDB, o deputado estadual Zezinho Guimarães, que é filiado ao partido, acredita que ainda não o momento certo para se discutir a montagem dos palanques eleitorais visando a 2014. Para ele, não dá para discutir a formação da chapa majoritária agora, diante do estado de saúde do governador Marcelo Déda (PT), que está em tratamento contra um câncer no estômago. 

Na entrevista, o parlamentar nega boatos de que não votaria novamente em Belivaldo Chagas, caso haja uma nova eleição para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Sobre a busca pela reconstrução da maioria governista na Assembléia Legislativa, Zezinho diz que "essa é uma engenharia política que tem que acontecer com várias definições. Ou seja, não é algo fácil de se conseguir.

Confira a entrevista concedida nesta terça-feira (11), ao Sergipe 247,após a solenidade de assinatura da ordem de serviço para forma e ampliação do Batistão.

 

Sergipe 247 – Qual a sua opinião sobre essas discussões em torno das alianças para 2014? O vereador Robson Viana defendeu, na impossibilidade da candidatura do governador Marcelo Déda (PT) ao Senado, abrir o diálogo com o DEM.

Zezinho Guimarães – Acho que essas questões do PMDB, de Robson, são, de certa forma, açodadas. Não deveria estar falando agora. Mesmo porque nós temos que trabalhar é o ano de 2013, concluir a obra de Marcelo Déda, ajudá-lo e não procurar fazer intrigas. Não é momento disso. A gente deveria agora, num momento difícil de finanças do Estado, de discussão do aumento do funcionalismo público, em comum acordo, se debruçar, dar as mãos e ajudar o Governo a resolver. A questão política é em 2014. Não dá para se falar nisso agora, mesmo porque também temos que respeitar o estado físico de Marcelo Déda. Estar agora falando que faz acordo com A ou B ou C é extremamente inoportuno. Acho que a gente tem que continuar trabalhando. O Estado precisa andar com velocidade maior se pudermos. E deixar essas questões políticas de quem vai pra onde, aliança com quem, para 2014. O que a gente tem que fazer – e isso Jackson está fazendo, tem demonstrado e vai continuar fazendo – é ajudar o povo de Aracaju, seja com DEM ou com qualquer outro partido. Ajudar como governador em exercício a que João Alves tenha recursos federais para fazer obras.

Sergipe 247 – Em relação ao embate na Assembleia Legislativa, em torno da votação para escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), como o senhor vê a ação de Belivaldo Chagas de levar novamente à Justiça? Fala-se muito que o senhor o deputado estadual Garibalde Mendonça não votariam nele novamente. Isto procede?

ZG – Isso é falatório. Somos homens de partido, tanto eu quanto Garibalde. Já a questão de entrar na Justiça, é algo de foro íntimo. O secretário Belivaldo achou por bem e é um direito dele. Ninguém pode cercear o direito das pessoas. Quem vai decidir isso, mais uma vez, é o Tribunal de Justiça. Se achar que ele teve o seu direito vilipendiado, ótimo, terá que ser refeita a eleição e ele terá outra chance. E se tiver outra chance, não tenha dúvida, eu votarei com Belivaldo Chagas.

Sergipe 247 – Como o senhor vê hoje a possibilidade do Governo remontar a maioria na Assembleia? É possível?

ZG – Essa é uma engenharia política que tem que acontecer com várias definições. Eu só digo uma coisa: eu não sou empecilho de nada. Eu só quero trabalhar para que a gente posa cumprir o nosso papel na Assembleia, ajudar o povo de Sergipe, em especial , ao povo da minha região, a região Sul, a quem eu devo muito, ajudar ao governador Marcelo Déda naquilo que a gente puder na Assembleia e sem sombra de dúvida fazer Jackson governador em 2014. Esse é o nosso compromisso e não abrirei mão. Vou lutar com todas as forças para que Jackson Barreto reacenda aquele desejo que todos nós tínhamos em 1994 ser realizado em 2014. Vinte anos depois, com fé em Deus, Jackson Barreto será governador, com o voto do povo sergipano.