Zidane retorna ao Real Madrid

Ex-craque francs o novo diretor esportivo do clube espanhol, em substituio ao argentino Jorge Valdano

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247 – Sai um campeão do mundo, entra outro, no Real Madrid. Jorge Valdano, colega de Diego Maradona na conquista da Copa do Mundo de 1986, cedeu seu posto de diretor técnico do clube espanhol para o astro francês Zinedine Zidane, grande estrela do Mundial de 1998 e eleito três vezes o melhor jogador da Terra. Além dos títulos planetários, diga-se, ambos têm em comum um requisito quase que obrigatório para ocupar o cargo: brilharam em campo com a camisa branca do time merengue.

Zizou, como Zidane é conhecido, defendeu o clube no período “galáctico”, de 2001 até 2006, quando pendurou as chuteiras. Em seu retorno ao estádio Santiago Bernabeú, cuidará do primeiro e do segundo quadro e tende, de acordo com o presidente do clube, Florentino Pérez, a ter mais peso no Real do que Valdano, por conta da reestruturação do organograma interno. O cartola, no entanto, já deixou claro quem abrirá o bico para falar de futebol: “O porta-voz desportivo do Madrid será Mourinho”, afirmou Pérez.

Técnico do time há um ano, o português José Mourinho só conquistou um título até o momento – a Copa do Rei desta temporada – e amargou a perda do Campeonato Espanhol e de uma vaga na decisão da Liga dos Campeões para o arquirrival Barcelona. Mesmo assim, só faz expandir seu poder no clube. Logo que chegou a Madri, conseguiu se livrar do ídolo e artilheiro Raúl, especialista na fritura de treinadores. Agora, derruba o competente e articulado Valdano, que há tempos era um xodó dos dirigentes do Real.

“Está claro quem é o vencedor de uma luta que tentei evitar”, declarou o ex-atacante argentino, minutos após sua dispensa. “Nunca transformei o Real Madrid em um campo de batalha. Todo meu esforço foi de contenção, tinha a obrigação de ser prudente.” Valdano confirmou aquilo que muitos já desconfiavam: há tempos não falava, ou melhor, não conseguia falar com Mourinho, o qual, pelo menos em tese era seu subordinado. “Ele buscou outros interlocutores. Uma das consequências disso foi que minhas responsabilidades acabaram reduzidas”, revelou o dirigente, que acabou por não esconder sua mágoa com o desfecho da crise. “Não sei se voltarei algum dia.”

O grande Zidane, como se vê, não terá vida fácil em seu retorno ao Real.

 

 

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