Giorgia Meloni: o discreto charme da ultradireita "família"
Há um ano o radical Irmãos da Itália venceu as eleições, mas a nova premiê surpreendeu ao expor posições moderadas e agir em sintonia com a UE
Por Bernd Riegert (DW) - "What vita privata?", retrucou Giorgia Meloni no talk show italiano Porta a Porta, em meados de setembro, com um sorriso irônico. O jornalista Bruno Vespa que havia lhe perguntado o que costuma fazer em seu tempo livre.
Eleita há um ano e empossada um mês depois como primeira chefe de governo mulher da Itália, ela revelou que só consegue dedicar tempo aos assuntos da vida privada quando são coisas que "imprescindivelmente têm que ser feitas".
Para a líder da legenda ultradireitista Irmãos da Itália (FdI), administrar uma coalizão de governo formada por três partidos de forte tendência à direita pode parecer algo cansativo, mas não a modificou.
"Não passo um dia sem me perguntar se ainda sou a mesma pessoa que costumava ser", afirmou ao público presente no estúdio da emissora RAI, próxima ao governo. "Sempre tive medo de não permanecer fiel a mim mesma, mas eu ainda sou eu."
Durante o último ano, Meloni, de 46 anos, não repetiu nenhum dos slogans radicais que gostava de utilizar durante a campanha. Na política interna, ela tenta orientar seu governo segundo ideais conservadores rígidos, voltados para a família. Na economia, vem adotando, em linhas gerais, as políticas de relativo sucesso colocadas por seu antecessor, Mario Draghi.
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