“Human Rights Watch é hipócrita e não viu ataque aos direitos humanos no golpe contra Dilma”, diz Brian Mier

Jornalista foi enfático ao criticar a organização, que tem um histórico de apoiar golpes na região. “É o exemplo vivo do excepcionalismo yankee”. Assista

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(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reprodução)
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247 - O jornalista Brian Mier, em entrevista à TV 247, foi enfático ao criticar a organização Human Rights Watch, que é “hipócrita”, segundo ele. Ele lembrou do golpe parlamentar de 2016, que retirou Dilma Rousseff do poder e abriu caminho para o desmonte da economia nacional, a volta da fome, e a ascensão do neofascismo no país.

À época, o diretor-executivo para as Américas da Human Rights Watch, entidade com sede em Washington, José Miguel Vivanco, disse que a remoção da presidenta Dilma não poderia ser caracterizada como um golpe. Segundo Vivanco, os brasileiros deveriam estar “orgulhosos” do “exemplo” que estão dando ao mundo “por sua capacidade de contrariar o poder político e empresarial, de atuar sem dois pesos e duas medidas”. 

“É só olhar os resultados”, disse Mier. “Era óbvio, não é? Human Rights Watch não considerou o golpe contra a Dilma uma ameaça contra a democracia no Brasil. Agora olha o resultado: aumentou a idade da aposentadoria, que é um direito humano, algo como 25% das crianças da Atenção Básica no Brasil está comendo três refeições por dia, tem um neofascista no poder, e o Human Rights Watch não achou que era uma ameaça para a democracia. Foi um processo arbitrário por um processo que foi legalizado depois que ela saiu do poder, que está sendo cometido direto pelo governo Bolsonaro”, disse. 

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O histórico da organização é um de apoiar golpes na América Latina, lembrou Mier. “É um grupo que apoiou o golpe de Honduras de 2009. A razão pela qual é chamado de hipócrita é porque todo ele faz um gigantesco relatório sobre os abusos de direitos humanos de Cuba, mas não criticam assim os EUA. É o exemplo vivo do excepcionalismo yankee”, completou. 

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