Volvo anuncia investimento de R$ 2,5 bilhões no Brasil
Montadora sueca prevê aplicar recursos entre 2026 e 2028 em fábrica no Paraná, rede de concessionárias e novos produtos
247 - A Volvo informou que investirá R$ 2,5 bilhões no Brasil entre 2026 e 2028, no que descreve como o maior ciclo de aportes da companhia no país desde 1979, ano em que iniciou a produção de veículos comerciais em Curitiba (PR). O anúncio foi feito em comunicado divulgado nesta quarta-feira (11) e publicado pelo InfoMoney.
Segundo a montadora sueca, os recursos serão direcionados à ampliação e modernização da fábrica no Paraná, ao fortalecimento da rede de concessionárias e ao desenvolvimento de novos produtos e serviços voltados a caminhões, ônibus, equipamentos de construção e motores marítimos e industriais. A empresa afirma que os investimentos também terão como foco ganhos de produtividade, redução de emissões e aprimoramento da segurança, em consonância com exigências regulatórias e demandas de clientes.
Apesar do plano bilionário, a própria companhia projeta um ambiente mais desafiador para o setor de veículos comerciais nos próximos anos. De acordo com a Volvo, o mercado de caminhões semipesados e pesados deverá registrar retração entre 5% e 10% em 2026, mantendo a tendência de queda já observada em 2025. A empresa atribui parte desse movimento ao patamar elevado dos juros, que encarece o crédito e dificulta a renovação das frotas.
Mesmo diante desse cenário, a montadora afirma ter encerrado o último ano na liderança do mercado brasileiro de caminhões acima de 16 toneladas. Foram 20.053 licenciamentos, o que representou participação de 23%. Entre os modelos pesados, os caminhões FH 540 e FH 460 concentraram a maior parcela das vendas, enquanto o VM 290 liderou no segmento de semipesados.
No desempenho regional, a empresa informa que emplacou 25.665 caminhões na América Latina em 2025, considerando Brasil e demais países. A Volvo destaca a liderança no Peru, a vice-liderança no Chile e o crescimento das vendas na Argentina. Também registra o início das exportações de veículos produzidos no Brasil para o mercado mexicano, ampliando a presença da operação brasileira no continente