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El Niño terá influência no Brasil em junho? confira a previsão completa

Junho costuma ser um mês de mudanças importantes no padrão atmosférico brasileiro

Mapa do Brasil no Google Maps (Foto: Google Maps)
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247 - O El Niño ainda não deve provocar mudanças expressivas no clima do Brasil em junho, mês marcado pela transição do outono para o inverno. A previsão indica temperaturas acima da média em grande parte do país, chuva mais concentrada no Norte, em áreas do Nordeste e no Sul, além da continuidade do tempo seco em regiões do interior.

As informações são da Climatempo e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo os meteorologistas, o fenômeno climático está em estágio inicial de desenvolvimento no Oceano Pacífico e sua oficialização pode ocorrer ao longo de junho, mas seus efeitos mais fortes sobre o Brasil tendem a aparecer apenas nos próximos meses, caso o aquecimento das águas continue avançando.

Junho costuma ser um mês de mudanças importantes no padrão atmosférico brasileiro. A chegada do inverno, prevista oficialmente para 21 de junho, favorece a entrada de frentes frias, a queda de temperatura em parte do centro-sul e a redução das chuvas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e interior do Nordeste.

Apesar desse cenário sazonal, a Climatempo avalia que a maior parte das frentes frias previstas para o mês deve avançar pelo oceano, com impacto mais limitado sobre o interior do país. Esse padrão reduz a frequência de massas de ar polar mais intensas em áreas continentais, embora episódios pontuais de frio ainda estejam no radar.

A expectativa é de que duas frentes frias continentais avancem ao longo de junho. Esses sistemas podem provocar quedas acentuadas de temperatura no centro-sul do Brasil, especialmente na segunda quinzena do mês e nos primeiros dias do inverno.

Mesmo com a possibilidade de frio em alguns períodos, a tendência geral é de temperaturas acima da média em grande parte do território nacional. As maiores anomalias devem ocorrer em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de trechos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O prognóstico do Inmet também aponta calor acima do normal em praticamente todo o país. Em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, os desvios de temperatura podem chegar a 1,5°C acima da média histórica para junho.

Em São Paulo, no Sul do país e em parte do Rio de Janeiro, a previsão é de temperaturas mais próximas da média ou ligeiramente abaixo dela. Esse comportamento deve ser influenciado pela presença frequente de nebulosidade e pela passagem de massas de ar frio em alguns momentos do mês.

No regime de chuvas, junho mantém a característica de período mais seco em boa parte do Brasil. Os maiores volumes devem se concentrar no extremo Norte do país e em trechos do litoral nordestino, enquanto áreas centrais tendem a enfrentar redução da umidade e maior persistência de tempo firme.

De acordo com a Climatempo, há previsão de precipitação acima da média no Amapá, no Pará e no oeste do Maranhão. A condição está associada à atuação da Zona de Convergência Intertropical e à presença de águas mais aquecidas no Atlântico Tropical.

O Inmet também projeta chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. No Nordeste, os maiores acumulados são esperados em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. No Sul, o destaque é o Rio Grande do Sul, onde os volumes podem superar a média histórica do período.

Em contrapartida, o interior do Sudeste, do Centro-Oeste e do Nordeste deve seguir sob predomínio de tempo seco. Nessas áreas, os índices de umidade relativa do ar podem cair, especialmente nos períodos da tarde, aumentando a atenção para desconforto térmico e condições típicas da estação.

Outra característica do mês será a possibilidade de episódios de friagem na Amazônia Ocidental. Esse fenômeno ocorre quando massas de ar polar conseguem avançar pelo interior do continente e provocar queda de temperatura em estados da região amazônica.

Embora o El Niño seja um fenômeno de grande importância para o clima global, sua influência sobre o Brasil depende da intensidade e do estágio de desenvolvimento. Neste momento, segundo a previsão apresentada, o aquecimento no Pacífico ainda não deve ser suficiente para alterar de forma significativa o padrão climático de junho.

Caso o fenômeno se fortaleça nos próximos meses, os impactos podem se tornar mais evidentes no país. Em anos de El Niño, é comum haver alterações no regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões brasileiras, mas os efeitos variam conforme a intensidade do evento e a interação com outros sistemas atmosféricos e oceânicos.

Para junho, a combinação mais provável envolve calor acima da média em boa parte do Brasil, chuva irregular e concentrada em áreas específicas, além de episódios pontuais de frio no centro-sul. O cenário reforça a transição entre estações, com o início do inverno sem uma influência dominante do El Niño sobre o clima brasileiro.