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Empresas brasileiras e estrangeiras são acusadas de uso irregular de terras no Pará para venda de créditos de carbono

Multinacionais, entre elas a Boeing e o time de futebol Liverpool, adquiriram esses créditos de carbono legalmente por meio da corretora Verra

Amazônia (Foto: TV Brasil/Ag. Brasil)

247 - Cinco empresas brasileiras e três estrangeiras, incluindo uma americana, uma canadense e uma britânica, foram alvo de acusações que as apontam como responsáveis por utilizar terras públicas na Amazônia para lucrar por meio da venda de créditos de carbono. Essas empresas estão envolvidas em três projetos de crédito de carbono situados na área rural de Portel, um município localizado a 263 km da capital Belém. As acusações envolvem não apenas empresas nacionais, mas também gigantes multinacionais, incluindo farmacêuticas, companhias aéreas e até um clubes de futebol. 

As multinacionais, entre elas, a Boeing e o time de futebol Liverpool, adquiriram esses créditos de carbono legalmente por meio da Verra, a maior certificadora de venda de créditos de carbono do mundo. Os processos em andamento são direcionados às empresas que geraram esses créditos de carbono.

A Defensoria Pública do Estado do Pará argumenta que os responsáveis pelos projetos afirmam que estão localizados em propriedades privadas, quando, na realidade, estão situados em terras públicas estaduais. Devido a essa localização em terras públicas, esses projetos necessitariam de autorização dos órgãos do governo local para operar, o que não ocorreu. As ações judiciais foram protocoladas na Vara Agrária de Castanhal e podem trazer novos desdobramentos em relação a essa polêmica questão envolvendo a exploração de terras na Amazônia. (Com informações do Metrópoles).