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Fim do calorão em parte do Brasil? confira a previsão do tempo com novidades

O Brasil enfrenta um contraste climático nos próximos dias

Mapa do Brasil no Google Maps (Foto: Google Maps)

247 - O Brasil enfrenta um contraste climático nos próximos dias, com calor intenso e tempo seco predominando em boa parte do Centro-Sul, enquanto o Sul do país se prepara para a chegada de uma massa de ar frio que deve derrubar as temperaturas de forma significativa. As informações foram divulgadas com base em dados de institutos meteorológicos e da Climatempo.

Segundo a previsão, uma onda de calor iniciada no último dia 20 deve se estender até o domingo (26), elevando as temperaturas para níveis até 5°C acima da média em diversas áreas do interior do país. O fenômeno atinge principalmente regiões do Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e noroeste do Paraná.

A capital Campo Grande é a única entre as capitais diretamente inserida na área caracterizada como onda de calor, enquanto cidades como Cuiabá, Goiânia e Brasília registram calor intenso, embora fora do critério técnico do fenômeno. 

Além das altas temperaturas, a baixa umidade do ar preocupa, com índices que podem ficar abaixo dos 30% em algumas localidades, especialmente no Centro-Oeste.No Sudeste, o tempo segue estável e ensolarado. Em São Paulo, os próximos dias devem registrar temperaturas elevadas para o período, com máximas que podem chegar a 33°C até o fim de semana — cenário que pode configurar uma das tardes de abril mais quentes da última década. No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, o padrão se repete, com predomínio de sol, calor e pouca chance de chuva.

A explicação para esse cenário está na atuação de um sistema de alta pressão atmosférica sobre o Sudeste, que funciona como um bloqueio, impedindo a passagem de frentes frias e a formação de nuvens carregadas. Esse sistema mantém o tempo seco e favorece a elevação das temperaturas.

Enquanto isso, no Sul do país, a situação é oposta. O Rio Grande do Sul enfrenta instabilidade já nesta quinta-feira (23), com previsão de chuva frequente e risco de temporais, especialmente na metade norte do estado. A combinação de ar quente e úmido vindo do Norte com perturbações atmosféricas favorece a formação de nuvens carregadas e volumes elevados de precipitação.

A mudança mais significativa, no entanto, deve ocorrer a partir de domingo (26), com a chegada de uma massa de ar frio impulsionada pela formação de um ciclone extratropical no oceano, próximo à Argentina. Embora o sistema não deva atingir diretamente o continente, ele será responsável por intensificar os ventos e provocar mar agitado no litoral.

As madrugadas de segunda (27) e terça-feira (28) devem ser as mais frias do ano até agora na região Sul. Há previsão de temperaturas abaixo de 10°C em grande parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, além de possibilidade de geada em áreas como a Campanha gaúcha, Serra do Sudeste, Planalto Médio, Serra e Campos de Cima da Serra. Em Porto Alegre, as mínimas podem variar entre 10°C e 12°C.No Norte do país, o cenário segue marcado por chuvas intensas, típicas do chamado inverno amazônico — período que concentra a maior parte da precipitação anual da região. Estados como Amazonas, Pará, Acre e Roraima devem registrar pancadas frequentes e, em alguns casos, temporais.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém elevados os volumes de chuva no Amapá e no norte do Pará. Em Belém, por exemplo, o acumulado de precipitação em abril já ultrapassa os 460 milímetros, um dos maiores registros para o mês nas últimas décadas, levando inclusive à decretação de situação de emergência por alagamentos.No Nordeste, a combinação de sistemas atmosféricos também favorece a instabilidade. A faixa litorânea, especialmente entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, deve enfrentar chuvas moderadas a fortes até pelo menos sexta-feira (24), com risco de temporais em algumas áreas.

O cenário meteorológico dos próximos dias evidencia a diversidade climática do país neste período do outono, com extremos simultâneos de calor, frio e chuva intensa em diferentes regiões. Especialistas alertam para a necessidade de atenção com a baixa umidade, os riscos de temporais e a queda acentuada de temperatura no Sul, que pode impactar atividades agrícolas e a rotina da população.