Em áudio, Bruno Pereira denunciou ação de garimpeiros no Vale do Javari: 'tá empestado de balsa'

"Da aldeia antiga dá pra escutar as dragas (embarcações)", afirmou o indigenista

www.brasil247.com - Dragas e balsas atracaram no meio do rio Madeira, no Amazonas, para exploração ilegal de ouro.
Dragas e balsas atracaram no meio do rio Madeira, no Amazonas, para exploração ilegal de ouro. (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)


247 - O indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai) Bruno Araújo Pereira gravou, em maio deste ano, um áudio para relatar a presença de garimpeiros ilegais dentro da Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas. O ativista e o jornalista inglês Dom Phillips foram assassinados no dia 5 de junho, na Amazônia. O conteúdo da gravação foi publicado nesta segunda-feira (20) pelo blog de Andréia Sadi, no portal G1. 

"Tive a informação da Funai que o garimpo tá no lado do Jarinau, da aldeia antiga. Da aldeia antiga dá pra escutar as dragas. A aldeia antiga fica duas voltas abaixo da aldeia nova, onde eles estão, onde os tais garimpeiros tinham ido lá, né. Então, é pressão. Ou seja, os garimpeiros estão lá e a informação que a gente tem de outros [indígenas] kanamari é que o Rio Coruru tá empestado de balsa de garimpo", disse Pereira.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) enviou ao Ministério Público Federal (MPF) de Tabatinga (AM) documento para reforçar que Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, invadiu terras indígenas do Vale do Javari, com o objetivo de fazer tráfico e receber mercadorias apreendidas de forma ilegal. De acordo com apurações de bastidores, Colômbia é uma das pessoas investigadas no caso do assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips.

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Investigadores identificaram oito suspeitos, contando com o Villar Coelho. Mais três suspeitos confessaram o crime e tiveram seus nomes divulgados - Jeferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha, Oseney da Costa e seu irmão, Amarildo dos Santos, o "Pelado".

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