Inverno bate à porta e anuncia temperaturas de 0°C; Confira as regiões que serão mais afetadas
Massa de ar polar deve derrubar temperaturas no início da estação
247 - A chegada do inverno no próximo domingo (21) deve ser marcada por uma forte queda nas temperaturas em várias regiões do Brasil, com previsão de frio intenso e marcas abaixo de 0°C no Sul e em áreas do Sudeste durante o mês de julho.
Segundo a Climatempo, a estação começará sob influência de uma frente fria intensa, associada a uma massa de ar polar que deve avançar pelo país nas primeiras semanas do inverno.
O sistema deve provocar a primeira onda de frio da estação e derrubar os termômetros no Sul, em áreas do Sudeste e também no Centro-Oeste. A previsão indica ainda um novo episódio de friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.
Uma das massas polares mais fortes esperadas para julho pode levar o ar frio até regiões de Goiânia e Brasília, além do norte de Minas Gerais e do extremo sul da Bahia. O avanço do frio, portanto, não deve ficar restrito às áreas tradicionalmente mais geladas do país.
Apesar do início marcado por temperaturas baixas, o inverno também deve ter episódios de calor intenso ao longo da estação. A influência do El Niño 2026/2027 tende a ganhar força e pode provocar ondas de calor principalmente no final do período.
De acordo com a Climatempo, o fenômeno tem grande probabilidade de atingir intensidade forte ou muito forte. A projeção indica que o El Niño 2026/2027 pode figurar entre os eventos mais intensos observados desde 1950.
Em agosto, picos de calor intenso podem ocorrer no Centro-Oeste e no Sudeste. No Norte e no Nordeste, a tendência é de dias muito quentes durante a estação. Em setembro, aumenta o risco de ondas de calor atingirem áreas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Mesmo com a possibilidade de extremos, a temperatura média do inverno deve permanecer próxima dos padrões históricos no Sul do país. A mesma tendência é esperada em grande parte de Mato Grosso do Sul, São Paulo, centro-sul e leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Já em amplas áreas do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte, a expectativa é de temperaturas acima da média para o período. A previsão indica calor mais persistente no sul e leste do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.
O avanço do El Niño também deve modificar o padrão de chuvas em várias regiões do país durante o inverno. No Sul, a tendência é de aumento da instabilidade atmosférica, com maior atuação ou formação de frentes frias sobre a região.
Como consequência, episódios de chuva forte, temporais e ventos intensos podem se tornar mais frequentes ao longo da estação. A previsão aponta precipitação acima da média nos três estados do Sul.
O sudoeste do Paraná aparece como uma das áreas de maior destaque, com possibilidade de acumulados muito acima dos valores normalmente registrados para o inverno. O cenário reforça a necessidade de atenção a eventos de chuva volumosa e tempo severo.
No Sudeste e no Centro-Oeste, regiões que costumam atravessar boa parte do inverno sob predomínio de tempo seco, também são esperados episódios de chuva fora do padrão. A tendência é que a estação termine com volumes ligeiramente acima da média em grande parte dessas duas regiões.
A previsão também favorece mais chuva no centro-sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do oeste, centro-sul e leste de São Paulo. No Norte, Acre, Rondônia e sul do Amazonas devem registrar precipitações acima do normal para a época.
No Nordeste, por outro lado, o padrão típico de tempo seco e quente deve prevalecer. Na faixa leste da região, a expectativa é de chuva abaixo da média em julho, mês que ainda costuma ser chuvoso em vários trechos do litoral.
A tendência de precipitações reduzidas no leste nordestino deve continuar em agosto e setembro. No extremo norte do país, os volumes também devem ficar abaixo do normal em Roraima, no norte e noroeste do Amazonas, no Amapá e no norte do Pará.
Em Tocantins e no leste paraense, o predomínio deve ser de tempo seco, como normalmente ocorre durante o inverno. O cenário mostra uma estação marcada por contrastes: frio intenso no início, aumento de chuva em parte do país e risco de calor forte no fim do período.
Com a combinação entre massas de ar polar e influência crescente do El Niño, o inverno de 2026 deve exigir atenção tanto para quedas bruscas de temperatura quanto para episódios de chuva intensa e calor fora de época.
