Inverno começa já neste domingo: Qual será o seu comportamento?
A estação começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21), no horário de Brasília, no momento do solstício de inverno, marcado pela noite mais longa do ano
247- O inverno de 2026 terá frio intenso em julho, chuva acima da média no Sul e pancadas fora de época no Sudeste e no Centro-Oeste, segundo previsão da Climatempo divulgada pelo g1. A estação começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21), no horário de Brasília, no momento do solstício de inverno, marcado pela noite mais longa do ano.
As informações são do g1. Embora o inverno comece apenas no domingo, a primeira onda de frio deve atingir o país já nos primeiros dias da estação, com queda acentuada de temperatura em parte do Centro-Sul e possibilidade de friagem em áreas da Região Norte.
A previsão indica que o início do inverno será o período mais propício para episódios de frio mais forte. Uma massa de ar polar deve avançar pelo interior do Brasil entre os dias 22 e 30 de junho, atingindo os estados do Sul, áreas do Sudeste e parte do Centro-Oeste. O mesmo sistema também deve provocar friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.
"A tendência é que o começo do inverno seja marcado por mais episódios de frio. Nesse período, massas de ar de origem polar devem avançar com mais frequência pelo país e podem chegar até áreas do Norte do Brasil, provocando quedas bruscas de temperatura", explica César Soares, meteorologista da Climatempo.
Julho deve ser o mês mais frio da estação. A previsão aponta a chegada de duas massas de ar polar de forte intensidade, uma na metade do mês e outra no fim de julho. Esses sistemas poderão derrubar as temperaturas no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, com possibilidade de chegar também ao norte de Minas Gerais e ao extremo sul da Bahia.
Nas áreas mais elevadas do Sul, os termômetros podem ficar abaixo de zero. Há possibilidade de geada e, de forma mais rara, de neve nas serras gaúchas e catarinenses, especialmente nos primeiros dias da estação e ao longo de julho.
No Sul, a chuva deve ficar acima da média durante o inverno. A passagem mais frequente de frentes frias tende a deixar a região mais úmida, com destaque para o sudoeste do Paraná, onde os volumes podem superar de forma mais significativa a média histórica. Ainda assim, os temporais devem ocorrer de forma mais pontual, sem a mesma abrangência observada em 2024.
Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis devem alternar períodos de frio intenso com dias de chuva ao longo do trimestre. A previsão também indica possibilidade de geada ampla nas áreas de maior altitude e chance de neve em pontos específicos das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
No Sudeste, o inverno deve ter comportamento irregular. Minas Gerais e Rio de Janeiro devem registrar chuva próxima da média, enquanto o centro-sul de São Paulo pode ter volumes acima do normal. O Espírito Santo, por outro lado, deve enfrentar chuva abaixo da média.
As temperaturas devem permanecer acima do normal em grande parte da Região Sudeste, apesar da entrada de ar frio em momentos específicos. São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro podem sentir quedas de temperatura nos primeiros dias da estação e em julho, com risco de geada em áreas mais altas antes da volta do calor na reta final do inverno.
No Centro-Oeste, a previsão indica predomínio de calor, com temperaturas acima da média, sobretudo na faixa central da região. Ainda assim, Brasília, Goiânia e Cuiabá podem registrar episódios de frio passageiro em junho e julho, quando massas de ar polar avançarem pelo interior do país.
A chuva deve ficar próxima da média na maior parte do Centro-Oeste, mas pancadas fora de época podem ocorrer ao longo dos meses. A combinação entre ar seco, calor e variações bruscas de temperatura deve marcar boa parte da estação na região.
No Nordeste, o inverno será predominantemente seco e quente. A chuva deve ficar abaixo da média em boa parte do território, principalmente na faixa leste. As temperaturas devem permanecer acima do normal, com destaque para Maranhão, oeste do Piauí e oeste da Bahia.
Recife e Salvador devem ter dias quentes e tempo mais firme. Em São Luís, no Maranhão, as chuvas tendem a ficar mais escassas conforme a estação avança. No interior nordestino, o cenário de tempo seco aumenta a atenção para queimadas, especialmente nas áreas do Matopiba, região que reúne partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Na Região Norte, a previsão também aponta redução das chuvas. Depois de um outono mais chuvoso, a região entra na fase mais seca do ano, com chuva abaixo da média em quase todo o território. O calor deve ser uma das principais marcas da estação, especialmente no sul e no leste do Pará e no Tocantins.
Belém e Manaus ainda podem registrar chuva no início do inverno, mas a tendência é de diminuição ao longo dos meses. Rondônia, Acre e sul do Amazonas, no entanto, devem sentir os efeitos das friagens provocadas pelo avanço de massas de ar frio vindas do Sul.
A segunda metade do inverno deve ter mudança no padrão de temperatura. A partir da segunda quinzena de agosto, as massas de ar polar devem perder intensidade, e os termômetros tendem a subir em várias regiões do país. Picos de calor são esperados no Centro-Oeste, no Sudeste, no Norte e no Nordeste.
"Na segunda metade da estação, principalmente a partir da segunda quinzena de agosto, o frio tende a perder força. A previsão é de que as temperaturas fiquem menos baixas e, em algumas regiões, até acima da média climatológica para o período", acrescenta César.
Em setembro, último mês do inverno, aumenta o risco de ondas de calor, principalmente no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste. No Centro-Oeste e no Sudeste, a chuva deve começar a retornar de forma gradual, enquanto o Sul deve permanecer mais úmido que a média.
O El Niño, que voltou a se formar oficialmente na primeira semana de junho, deve influenciar o comportamento do tempo sobretudo na segunda metade do inverno. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pode ganhar intensidade nos próximos meses.
Para os próximos dias, a previsão indica avanço de uma frente fria pela Região Sul, com aumento das condições para chuva forte, trovoadas e rajadas de vento no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. As instabilidades devem começar pelo oeste e sul gaúcho e avançar para outras áreas da região.
No sábado (20), a chuva deve perder força no Rio Grande do Sul, mas ainda pode atingir Santa Catarina e Paraná, especialmente o norte e o leste paranaense. Com a entrada de ar frio, o amanhecer pode ter temperaturas próximas de 3°C na faixa de fronteira com o Uruguai e nas áreas serranas entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
No Sudeste, o frio deve se concentrar nas áreas mais altas. As serras de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro podem registrar temperaturas próximas de 4°C. Também há previsão de frio no sul paulista e no sul mineiro, com mínimas entre 5°C e 10°C.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso devem ter aumento de nebulosidade e pancadas de chuva, com possibilidade de chuva forte e trovoadas em áreas sul-mato-grossenses. No sábado, a massa de ar frio começa a atuar em Mato Grosso do Sul, onde as mínimas podem variar entre 8°C e 10°C no sul e no oeste do estado.
No Norte, a chuva segue espalhada por parte da região, com pancadas em Roraima e Amazonas. Acre, Rondônia, Pará e Amapá também podem registrar instabilidades. Tocantins deve permanecer mais seco, com poucas nuvens e calor, e máximas entre 34°C e 38°C em áreas do estado e do sudeste do Pará.
No Nordeste, a chuva deve se concentrar no litoral da Bahia, em Sergipe, Alagoas e no centro-leste de Pernambuco. Também há previsão de pancadas isoladas em Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e nordeste baiano. O interior da região deve seguir mais seco, com destaque para o centro-oeste da Bahia e o sul do Maranhão e do Piauí.
Na Chapada Diamantina, na Bahia, o sábado pode ter madrugada fria, com mínimas entre 8°C e 10°C. A previsão reforça que o inverno de 2026 deve começar com episódios de frio mais marcantes, mas terminar sob maior influência do calor e do tempo seco em várias regiões do país.
