Lula diz estudar "prêmio" a prefeituras da Amazônia que evitarem queimadas e desmatamento

'O prêmio vai ser mais benefício para o povo da cidade, um pouquinho mais de recurso', afirmou o presidente. "Quem sabe, assim, a gente consiga ter os prefeitos como aliados"

Lula
Lula (Foto: Ricardo Stuckert)


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247 - O presidente Lula (PT) afirmou que já conversou com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sobre conceder algum tipo de benefício às prefeituras de cidades localizadas na floresta amazônica que conseguirem diminuir os índices de queimadas e desmatamentos em seus territórios.

Segundo o presidente, o objetivo é ter os prefeitos como "aliados" no objetivo do governo federal de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030. “Não vamos fazer uma coisa na marra não. Já falei para a Marina. Nós temos que chamar todos os prefeitos e governadores que estão dentro da Amazônia Legal e compartilhar com eles uma solução. Não queremos ficar xingando o prefeito não. Nós queremos dizer: ‘olha, se você cuidar direito, se houver menos desmatamento, se houver menos queimadas, sua prefeitura vai receber um prêmio por isso. O prêmio vai ser, quem sabe, mais benefício para o povo da sua cidade, um pouquinho mais de recurso’. Quem sabe, assim, a gente consiga ter todos os prefeitos como aliados para a gente evitar que os bandidos façam queimadas e as derrubadas que eles fazem todo santo ano. Isso é possível. Esse compromisso nós assumimos publicamente”, declarou Lula nesta terça-feira (8), no "Conversa com o Presidente". >>> Lula diz que Amazônia não é apenas um ‘santuário’ e que deve gerar ‘riqueza para o povo’

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Ele também voltou a cobrar das nações ricas ajuda financeira e científica aos países em desenvolvimento que ainda preservam suas florestas. "Na medida em que o mundo desenvolvido, que já destruiu suas florestas, que já destruiu aquilo que eles tinham no passado, valorizam a floresta, nós precisamos cobrar deles recursos para que hajam investimentos e cobrar participação científica deles, porque nós não sabemos o que nós podemos utilizar na indústria de fármacos aqui na floresta amazônica. A gente não tem noção do que a gente pode utilizar na indústria de cosméticos". 

"Os países ricos acham que tudo se resolve só prometendo dinheiro. E não é só dinheiro. O que nós queremos é participação científica, é contribuição, é poder ter os recursos necessários para salvar uma espécie que está morando ali na Amazônia, que são ribeirinhos, pescadores, extrativistas, indígenas, quilombolas. Essa gente nós precisamos salvar e dar sentido de vida de qualidade. O cara não quer viver de esmola. (...) Essa gente precisa ter em conta que a responsabilidade de cuidar do planeta não é só do Brasil, que tem a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica. A responsabilidade é de todos. Se eles já destruíram para se industrializar, eles agora têm uma dívida do passado que é preciso repor, para ajudar os países que ainda podem fazer a manutenção da floresta", disse mais à frente.

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O presidente afirmou também que atualmente no Brasil, "ao falar da palavra ‘desenvolvimento’, você tem que colocar a palavra ‘sustentável’ junto, porque você não pode ter nenhum modelo de desenvolvimento que signifique destruir uma árvore".

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