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Marina defende que países reduzam produção e consumo de energias fósseis

"É preciso tirar o pé do acelerador", disse a ministra do Meio Ambiente, na COP28

Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 – Durante a COP28 do Clima da ONU, realizada neste sábado (9), a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, propôs a criação de uma nova instância para discussão e negociação focada na eliminação dos combustíveis fósseis no âmbito da Convenção-Quadro do Clima da ONU. No diálogo de alto nível de ministros sobre ambição climática pré-2030, Marina Silva destacou a necessidade de um esforço conjunto entre países consumidores e produtores para reduzir a dependência das energias fósseis, ao mesmo tempo em que incentivou o avanço nas energias renováveis. Segundo reportagem da Folha, a ministra reiterou pontos levantados pelo presidente Lula na abertura da conferência, enfatizando a urgência de eliminar a dependência econômica dos combustíveis fósseis e a liderança necessária dos países desenvolvidos nesse processo.

"É claro que todos os países coloquem o pé no acelerador das energias renováveis, mas também precisamos fazer o inadiável simultâneo esforço entre países consumidores e produtores para tirar o pé do acelerador das energias fósseis".

A questão da eliminação dos combustíveis fósseis tornou-se um tema central na COP28, com debates intensos sobre sua inclusão no balanço global da conferência. Esta avaliação global abrange os esforços realizados até o momento e as recomendações futuras para os países membros. A proposta de abandonar os combustíveis fósseis, que surgiu pela primeira vez nas discussões da COP26 em Glasgow, ganhou força este ano, especialmente sob a presidência conflituosa da conferência, liderada pelo presidente da petroleira estatal dos Emirados Árabes Unidos. Marina Silva sugere que, ao tornar a discussão sobre combustíveis fósseis um item separado na agenda, a mesma ganharia continuidade nas futuras edições da conferência, tornando-se uma pauta obrigatória.

Entretanto, a Convenção-Quadro do Clima da ONU enfrenta desafios para avançar nas negociações atuais, com a inclusão de novos itens sendo progressivamente mais difícil. Marina Silva salienta a importância de encontrar soluções para a eliminação dos combustíveis fósseis que considerem as diferenças nacionais e as possibilidades de desenvolvimento social e econômico, particularmente em países mais vulneráveis.