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Onda de calor de grande perigo poderá atingir 6,5 milhões de brasileiros

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 6,5 milhões de pessoas vivem nos municípios abrangidos pelo alerta

Calor extremo no Brasil (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil)

247 - O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para uma intensa onda de calor que deve atingir 511 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná a partir desta terça-feira (3). O aviso, classificado como de grande perigo, indica condições extremas que podem trazer riscos significativos à saúde da população e impactos na rotina das cidades afetadas.

De acordo com informações divulgadas pelo próprio Inmet, o fenômeno deve atingir principalmente as regiões oeste e norte de Santa Catarina, além do sudoeste, noroeste, nordeste e centro do Rio Grande do Sul, e as áreas sudoeste, centro e sudeste do Paraná. 

As capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, assim como o litoral dos três estados, não estão incluídas na área de maior risco. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 6,5 milhões de pessoas vivem nos municípios abrangidos pelo alerta. O Inmet ressalta que o aviso vermelho é o nível mais alto de gravidade em sua escala e sinaliza uma situação de grande perigo, com potencial para causar problemas de saúde e exigir medidas de prevenção por parte da população e das autoridades.

Uma onda de calor, conforme critérios recomendados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e adotados pelo Inmet, ocorre quando as temperaturas máximas ficam pelo menos 5°C acima da média histórica por cinco dias ou mais consecutivos. No caso atual, a previsão é que o alerta permaneça válido até sexta-feira (6).

Além do Sul do país, o Inmet indica que fevereiro deve registrar temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. Para as regiões Norte e Sudeste, há expectativa de chuvas acima do normal, enquanto no Sul e no Centro-Oeste a tendência é de volumes abaixo da média histórica.

O instituto alerta que períodos prolongados de calor intenso aumentam o risco de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Sensações de cansaço, lentidão, tontura e mal-estar podem ser sinais de que o organismo está tendo dificuldade para lidar com as altas temperaturas, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Do ponto de vista fisiológico, quando o corpo é exposto ao estresse térmico, ele ativa mecanismos para regular a temperatura interna. A principal resposta ao calor é a dissipação por meio do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos, que ajudam a liberar calor para o ambiente. No entanto, em condições de calor extremo, sobretudo quando há alta umidade, esse mecanismo pode se tornar ineficaz, elevando o risco de superaquecimento, insolação e possíveis danos aos órgãos.

Diante desse cenário, as autoridades recomendam reforçar a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia e buscar ambientes ventilados sempre que possível. Em situações de emergência, a orientação é procurar atendimento médico ou acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.

Enquanto o Sul enfrenta calor extremo, o estado de São Paulo deve lidar com outro tipo de risco climático. A Defesa Civil paulista emitiu alerta para a possibilidade de chuvas persistentes, acompanhadas por raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo em diversas regiões.

Segundo o órgão, os maiores volumes de chuva são esperados para esta terça-feira (3), especialmente no oeste do estado, próximo à divisa com o Paraná. Modelos meteorológicos indicam precipitações intensas nas regiões do Vale do Ribeira, Itapeva, Sorocaba e Bauru.

A Defesa Civil informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) manterá plantão 24 horas durante o período e que o Gabinete de Crise funcionará em formato remoto, com concessionárias mobilizadas. 

Caso a situação se agrave, o gabinete poderá passar a atuar de forma presencial para coordenar as ações de resposta.